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De mal a pior

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Luiz Calixto

De todos os males que o PT fez ao Brasil (e no Acre não foi diferente), talvez os piores tenham sido dividir a sociedade em os “bons” e os “maus”, além de tornar a política uma atividade marginal.


Óbvio que instrumentos de militância pregavam insistentemente que os bons eram eles e os ruins, os outros.


As casas legislativas, no lugar de ser, como deveriam ser, o local das discussões e de encaminhamento das melhores soluções dos inúmeros problemas da sociedade, passaram a ser enxergadas como covis de ladrões.


A política passou a ser um bom negócio. O que justificaria alguém em sã consciência gastar 5x numa campanha para, ao final de 4 anos, receber o montante de 1X?


Foi decepcionante e pesado demais para o povo brasileiro ver o partido que subiu ao poder pela escada da ética e que apontava o dedo da moralidade na cara de todos, se afogar na lama apodrecida da maracutaia.


O profundo descrédito pode ser comparado ao hipotético exemplo de uma casta freira carmelitana flagrada saindo de um motel: nunca mais a reputação do convento foi a mesma.


Os anos acumulados pelo PT no poder acabaram por transformar a política numa atividade bandida.


De fato, por se tratar do segmento mais democrático e, por essa razão, o mais questionado, os políticos sempre estiveram na alça da mira popular.


No entanto, depois dos sucessivos escândalos de corrupção petistas, o quadro se agravou e a metástase da sem-vergonhice de alastrou de tal forma a contaminar a todos. Não que antes do PT tenha sido diferente, convenhamos, mas o partido se firmou com a promessa de resistir e combater o câncer da corrupção.


Atualmente, por mais compromissado que este seja, o povo sempre olha de soslaio e com total desconfiança, medindo todos aqueles que se envolvem na política com a mesma régua da indecência.


Não se trata de uma utopia: interesses pessoais sempre existiram, e nem deixarão de existir, mas estes, nem de perto, chegaram a ameaçar os interesses coletivos.


No Congresso Nacional a moeda para “convencer” parlamentares atende pelo popular nome de “emendas”. De liberação impositiva e com finalidade “carimbada”, ou seja, com fim previamente especificado, essas emendas se tornaram num “prato cheio e outro esborrando” para a corrupção.


Fato é que a decepção petista reduziu à pó bons nomes da política e pariu o fenômeno chamado Bolsonaro, um deputado medíocre que passou 27 anos perdido no ostracismo dos corredores do Congresso e foi alçado à condição de novidade da política brasileira.


No futuro o povo saberá o preço total dessa fatura. Por enquanto, a raiva nutrida pelo PT está sendo suficiente para liquidar as primeiras parcelas.




 


 


Luiz Calixto escreve todas às quartas-feiras no ac24horas.


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