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Médico acreano aguarda Revalida trabalhando em açougue

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Nascido no município de Marechal Thaumaturgo, interior do Acre, Herisom José Pinho formou-se em Medicina na cidade de Cochabamba, na Bolívia, mas se encontra no município de origem trabalhando com o pai, num pequeno açougue da família. O médico conta que foram sete anos de estudo e muito esforço da família para custear os R$ 3 mil de mensalidade e estadia no país vizinho.

Formado, voltou decidido a atuar no Hospital de Marechal Thaumaturgo e se inscreveu no Programa Mais Médico. Porém, devido à lentidão da internet na cidade, não conseguiu sua lotação. Como seu diploma ainda não foi revalidado no Brasil, Herisom só pode atuar por meio do Programa Mais Médico.

Agora, ele espera uma nova oportunidade de inscrição no Programa ou uma nova edição do Revalida (que não acontece há 2 anos). Enquanto isso, lamenta o fato de ser médico em sua cidade e trabalhar num açougue. “Vejo a necessidade de nossa cidade, a carência de médicos, que não querem vir para cá por ser uma cidade de difícil acesso. Deveria haver uma possibilidade de resolver isso em benefício da sociedade”, explica.

A situação da prima de Herisom, Mariâvangela Lima, é a mesma. Ela é formada em medicina na Bolívia, mas atua como gerente de Assistência à Saúde no Hospital de Marechal Thaumaturgo. “Entrei na justiça e espero uma resposta para conseguir minha lotação aqui em Marechal, porque mesmo pelo Mais Médico ninguém quer vir para cá e nós estamos aqui, somos daqui, queremos trabalhar e a população necessita muito”, conta.

Segundo Mariâvangela, outro primo dela também voltou formado em medicina e trabalha com o pai em um sítio na zona rural de Thaumaturgo.

Déficit de profissionais

No Hospital da cidade, onde os médicos formados na Bolívia não podem atuar na medicina, só há uma médica atendendo. Patrícia Barbino dá plantão, fica de sobreaviso, se desdobra para atender sozinha uma população de 18 mil habitantes. Ela também atua na Atenção Básica, na Unidade Naldi Mariano, da prefeitura.

A médica conta que faz partos e pequenos procedimentos, mas muitos pacientes são enviados para Cruzeiro do Sul ou Rio Branco por meio do Tratamento Fora do Domicílio- TFD.

De acordo com ela, há meses em que são até 20 os casos de TFD. “Me sinto impotente, mas faço o que posso e até já esgotei meus plantões. No último Concurso Simplificado há duas vagas para cá e espero que sejam preenchidas e que os médicos permaneçam aqui porque a necessidade é grande”.

No Hospital da Família de Marechal Thaumaturgo trabalham três enfermeiros e 12 técnicos em enfermagem. O gestor da unidade hospitalar, enfermeiro Ocielio Gomes do Vale, diz que nos dois últimos concursos e processos simplificados, não houve inscrição de médicos para a cidade, situação que ele espera que não se repita no novo Processo anunciado pelo governo do Estado.

Quanto às medicamentos e insumos, segundo o gestor, a situação é diferente. “Desde março não falta nada e temos estoque até dezembro desse ano”.

Acre

MP busca apoio de deputados para atender órfãos do feminicídio no Acre

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Em audiência pública, o Ministério Público do Acre pediu apoio do Poder Legislativo para ampliação dos projetos que atendem a sociedade acreana, entre eles o enfrentamento à violência doméstica especialmente com atendimento aos órfãos do feminicídio.

São 88 órfãos nos 22 municípios do Acre. O MP pede recursos de emendas para esses projetos, entre os quais se inclui também o atendimento à pessoa com autismo e interiorização do Grupo de Enfrentamento e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O deputado Jenilson Leite parabenizou a iniciativa do MP em enfrentar as questões, enfatizando o trabalho que se pretende ampliar em favor dos autistas. “É de grande valia. Entendo que esta Casa e o governo do Estado precisa apoiar o desenvolvimento do projeto”, disse Leite.

O Líder do Governo na Aleac, Pedro Longo, disse que as causas apresentadas são de todos e lembrou de um de seus projetos, o que proíbe uso de fogos de artifício com estampido. O ruído do artefato aflige a pessoa com autismo e o MP está preocupado com esse tipo de situação.

O deputado Daniel Zen chamou a atenção para o arcabouço legal que vem sendo construído em favor da pessoa autista no Acre -e destacou que está destinando R$200 mil em emendas para a questão.

O deputado Edvaldo Magalhães relatou que conseguiu assegurar R$1 milhão na lei orçamentária do Estado para as vítimas do feminicídio.

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Acre

Empresa no estacionamento do aeroporto deve desocupar área

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Em decisão divulgada na terça-feira, 29, o juízo da 5ª Vara Cível de Rio Branco deferiu liminar sobre a reintegração de posse em relação à área do estacionamento do Aeroporto Internacional de Rio Branco – que passou a ser administrados pela empresa Vinci Airports, por meio de um Contrato de Concessão com duração de 30 anos, assinado com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A juíza Olívia Ribeiro estabeleceu o prazo de dez dias para desocupação voluntária, período em que a empresa poderá retirar seus equipamentos e sistemas. Conforme a decisão, após o prazo determinado para o cumprimento voluntário, qualquer bem será considerado abandonado e passará a ser posse da concessionária do aeroporto. Além disso, será cobrada multa diária de R$ 1 mil pelo descumprimento da medida e, por fim, caso ultrapasse 30 dias, será expedido mandado coercitivo de reintegração de posse.

A ação foi proposta pela concessionária que venceu o processo licitatório da privatização do aeroporto. O espaço comercial do estacionamento teve o contrato de exploração encerrado em setembro de 2022.

A empresa foi notificada administrativamente sobre a desocupação no último mês de outubro. No entanto, não houve acordo entre as partes, deste modo a parte autora reclamou à Justiça sobre a ocupação irregular e a má preservação local.

Acerca do caso, a magistrada compreendeu que a partir da data de término do contrato a permanência no local passou a configurar esbulho possessório, cabendo a desocupação da área.

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Acre

Acre recebeu 177,8 mil testes RT-PCR desde o início da pandemia

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Desde o início da pandemia, mais de 32,2 milhões de testes RT-PCR foram enviados para todos os estados e o Distrito Federal. O reagente apresenta alta sensibilidade (aproximadamente 86%) e alta especificidade (acima de 95%), oferecendo grande eficácia na identificação de casos suspeitos de Covid-19. A região norte do Brasil recebeu um total de 7,1 milhões de testes RT-PCR e, destes, 177,8 mil foram enviados para o Acre.

O RT-PCR é um diagnóstico feito por biologia molecular, que permite identificar a presença do material genético (RNA) do vírus Sars-Cov-2 em amostras de secreção respiratória. É necessário ambiente laboratorial para a realização do teste e a amostra é colhida por um profissional de saúde. Qualquer pessoa com sintomas gripais ou problemas respiratórios pode realizar o teste nas unidades de saúde. O resultado é liberado em até 72 horas após a coleta do material.

No Brasil, já foram aplicadas mais de 492 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 entre primeira dose, segunda dose e doses de reforço e/ou adicional. No estado do Acre, 1,6 milhão de vacinas foram aplicadas na população, da seguinte forma: 1ª dose – 684,9 mil doses aplicadas; 2ª dose ou dose única – 585,9 mil doses aplicadas; 1ª dose de reforço – 283,4 mil doses aplicadas; 2ª dose de reforço ou dose adicional – 102,2 mil doses aplicadas.

Os sintomas mais comuns da Covid-19 são febre, tosse, dor de garganta, coriza, dor de cabeça, perdas olfativas/gustativas e dores no corpo. Outros sintomas também podem aparecer e estes são considerados mais graves: falta de ar; baixos níveis de saturação de oxigênio; falta oxigenação no sangue, o que pode levar a uma coloração de pele mais azulada, arroxeada e anormal; sono e cansaço excessivos e incomuns; confusão mental e sinais de desidratação.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra os casos graves e óbitos pela doença e estudos mostram que a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção.

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Acre

Homem de rua é morto a golpes de faca em frente ao PS

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Um homem em situação de rua, identificado como João Paulo Camilo de Souza, de 38 anos, foi morto a golpes de faca na madrugada desta quarta-feira, 30, na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Bosque, na frente do Pronto-Socorro de Rio Branco.

De acordo com informações da polícia, João Paulo estava caminhando na avenida quando foi abordado por outro morador em situação de rua e começaram uma discussão. Tanto João Paulo quanto o autor do crime estavam armados com facas e iniciaram um luta corporal, João Paulo foi atingido com vários golpes de faca que atingiram a cabeça, o braço, peito e caiu no chão desacordado. Após a ação, o criminoso fugiu do local.

Populares que passavam pelo local, encontraram a vítima e acionaram a Ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas João Paulo já estava morto.

A área foi isolada pela Polícia Militar para os trabalhos do perito em criminalística, em seguida os policiais fizeram patrulhamento na região em busca de encontrar o autor do crime, mas não obtiveram êxito durante a ação.

O corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavéricos. O caso segue sob investigação dos agentes de Polícia Civil da Equipe de Pronto Emprego (EPE), da Delegacia Especializada de Investigação Criminal (DEIC).

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