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Secretários do Palácio Rio Branco entram literalmente na arena e disputam oito minutos de fama

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Bastidores da organização do evento é marcado por disputas milimétricas de espaços. Desde a última segunda (10) Casa Civil tomou as rédeas da estruturação do Parque tirando o protagonismo de Sinhasique.

Abre-se a porteira. O touro escapa enfurecido soltando baforadas pelas ventas. Sobre seu lombo, o homem se segura como pode, com o braço levantado, a respiração presa, as esporas sem ponta batendo nos flancos do animal. A cena descrita retrata literalmente o que vem ocorrendo nos bastidores da organização da Expoacre 2019.

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O protagonismo da secretária de empreendedorismo e turismo Eliane Sinhasique acabou com a entrada de todo o staff da Casa Civil na “arena”. Desde a última segunda-feira (10), segundo a estatal de comunicação do governo, é a Casa Civil quem coordena todo suporte para reestruturar o Parque. Até o procurador-chefe João Paulo Setti Aguiar foi escalado.

A motivação que faltava para Ribamar tomar as rédeas do evento foi dada pelo próprio governador, que anunciou no seu programa de rádio que vai transferir seu escritório para o complexo de exposições. Um balde de água fria na euforia de Sinhasique.

E não é apenas Trindade que luta literalmente para aparecer nos holofotes como a peleja do peão que durante oito segundos é visto por milhares de pessoas na grande arena. Embora não tenham sido convidados para a foto dos protagonistas, os secretários de meio ambiente, Israel Milane, da produção, Paulo Watt e o diretor de instituto de meio ambiente, André Hassen, travam nos bastidores, uma disputa por espaços dentro do parque. De um lado a consolidada bandeira de sustentabilidade; do outro, o famoso discurso do agronegócio.

Distante do discurso esperado para um evento dessa envergadura, Anderson Abreu, gestor da pasta de Indústria, Ciência e Tecnologia fala em organizar o sinal de internet na feira e a realização de pesquisas de satisfação.

Enquanto os secretários brigam pelos oito minutos de fama, os desafios vão se avolumando dentro e fora do parque de exposições. O governo tem como meta o volume de negócios do ano passado, estimado em R$ 99 milhões em quatro noites de evento.

Com a recente agenda internacional do governador do Acre no Peru, a feira deve atrair investidores internacionais. A delegação peruana foi quem salvou os negócios em 2015 quando foi registrado a pior movimentação financeira no parque (R$ 95 milhões desde 2009). Cerca de 70 empresários latinos conseguiram fechar mais de R$ 300 mil em vendas.

Na série histórica, o maior volume de negócios da Expoacre antes de 2018, foi em 2010, quando o evento chegou à cifra dos R$ 97 milhões.

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