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Sala de Crise do Rio Madeira aponta ações contra enchentes e isolamento do Acre pela BR-364

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Instalada para monitorar o período de cheia de 2019 em 23 de janeiro, a Sala de Crise do rio Madeira realizou sua reunião de encerramento das atividades deste ano no fim de abril na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, e apresentou um balanço otimista.

Dentre os pontos apresentados durante o encontro, a ANA apontou que em 2019 ocorreu a quarta maior cheia do histórico do rio Madeira em Porto Velho, com pico médio diário de 45.184 metros cúbicos por segundo registrado em 8 de março.

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Em suas 14 reuniões, a Sala de Crise do Rio Madeira atuou para monitorar e avaliar a cheia de 2019, além de propor iniciativas de proteção da população que vive na bacia hidrográfica. Como resultado deste trabalho, que contou com previsões hidrometeorológicas e medidas de operação dos reservatórios de Jirau e Santo Antônio, o tráfego nas estradas que ligam o Acre ao restante do Brasil não foi interrompido neste ano devido à cheia do rio Madeira. Desta forma, a Sala contribuiu para reduzir os prejuízos à população do Acre e de Rondônia, como os que aconteceram na maior cheia do histórico na região: a de 2014.

O alteamento do leito da BR-364 no trecho ameaçado de ser coberto pela cheia do Madeira e a realocação de parte da população de Jaci-Paraná estão entre as intervenções citadas pela ANA.

”Representantes de diferentes instituições públicas e privadas de Rondônia enfatizaram a importância das reuniões da Sala de Crise na preparação para o enfrentamento das cheias. Da mesma forma, os representantes do Acre apontaram a Sala de Crise do Rio Madeira como sendo o melhor exemplo de instrumento para a mitigação de impactos de eventos críticos e para proteção da população”, diz a nota da ANA sobre o encerramento da Sala.

Na reunião a ANA destacou que a conclusão de todas as obras previstas na outorga de direito de uso da água das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio é necessária para que os riscos de inundação e interrupção do tráfego nos períodos de cheia sejam minimizados especialmente na BR-364, que liga o Acre ao restante do País.

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