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Dependência e morte

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Há muitos anos o Acre está mais parado que água de cacimbão. Enquanto as torneiras dos milhões de empréstimos e dos generosos repasses do governo federal jorravam sem parar, o povo experimentou a falsa sensação de desenvolvimento.

Com dinheiro esborrando, tanto pelo ladrão quanto para os bolsos de novos ricos da espécie, o Acre surfou numa bolha econômica que em pouco tempo estourou como uma frágil bola de sabão.

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Não é segredo para ninguém: gente que entrou no “projeto” arrastando uma cachorrinha, hoje vive nababescamente em mansões e trafegando em carros luxuosos. Óbvio, que alguns gastaram tudo que acumularam e atualmente estão urrando, com a placa de “ vende-se” nos bens adquiridos com recursos de origem duvidosa.

Como atirava com a pólvora alheia, os governos passados nunca foram de mirar na eficiência. Tanto dinheiro que, sem nenhum pudor, um destes gastou uma fortuna para ludibriar alguns incautos que o Acre seria uma das sedes da Copa do Mundo.

Isso sem contar as estátuas, passarelas, planetários, entre outras obras, reais e até imaginárias, cuja gastança desmedida não levou a lugar nenhum.

De grão em grão, o papo das dívidas comprometeu de morte as finanças do Estado. Pagaremos por muitas décadas os investimentos sem retorno, que serão pesados fardos no lombo de muitas gerações.

O tal “desenvolvimento” foi tão falso quanto uma nota de três reais. O discurso da sustentabilidade só durou enquanto o dinheiro público era canalizado aos tubos.

Quando se totalizam as receitas do mês, a primeira fatia é, obrigatoriamente, destinada para o pagamento das dívidas. E não é demais lembrar que os bancos emprestaram em troca das garantias reais e líquidas do ICMS e do FPE.

Não há, no Acre, um único setor que possa “bater nos peitos” para dizer que não é dependente estatal. No Acre, tudo e todos, de alguma forma, dependem do governo estadual.

Na construção civil, o segmento que mais absorveu recursos, a dependência que enricou uma meia dúzia foi a mesma que condenou de morte o setor.
Subservientes, empresários foram tratados com “ oreia seca” e badecos. Aplaudiam o poder ao mesmo tempo que quebravam.

A curto e a médio prazos, a salvação do Acre será, se houver, o crescimento razoável da economia brasileira, posto que isso acarretaria imediatamente o aumento do repasse federal de FPE.

Não alimento grandes expectativas. O atual governo está engessado, tanto pelas dívidas quanto pela escassez de recursos.
Em 20 anos o PT deixou um Estado em petição de miséria e não é nenhuma metáfora dizer que levaram até o interruptor que poderia acender a luz no final do túnel.

O fato é que os desejos do povo acreano estão bem acima da capacidade de realização e das ofertas de soluções.

A herança maldita deixada pelo PT é imperdoável. O retardo social por mais de 20 anos de cerceamento da imprensa e do pensamento, por exemplo, também afetará muitas gerações e merece ser objeto de estudo.

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