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Mãe chateada, dissidências e 5 do alto escalão na Justiça; assim foi a segunda semana de Gladson

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Depois, calou-se. Mas a Primeira Mãe do Acre, dona Linda Cameli, veio a público para desabafar acerca das pressões sofridas pelo filho por resultados e despetização do governo. Se disse chateada com isso e, mais uma vez, pediu união e paciência dos acreanos porque, em sua avaliação, o mandato de Gladson Cameli vai dar certo. Nunca em Terras de Galvez a mãe de um governante saiu em defesa do filho com ele em tão pouco tempo na cadeira de comando.

Os primeiros 13 dias [NÚMERO DE MARCOS ALEXANDRE – PT] não foram fáceis para o novo governo -”mas quem disse que seria fácil?”, questionou um aliado ao responder uma pergunta sobre as turbulências destes dias. A briga interna por acomodações, segundo o auditor fiscal e ex-deputado Luiz Calixto, sugeriu tem um nome: despetização. “Os aliados de Gladson se esfolam por espaço e quando não encontram dizem que é necessário despetizar a máquina para dar lugar a quem foi ao sol e à chuva pela ex-oposição”, disse ele em seu artigo.

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Ponto positivo foi o rápido afastamento do governador da “agenda dos poderes” na capital com viagens e visitas às experiências que Gladson pretende levar avante para desenvolver o Acre. Onde esteve foi muito bem recebido e parece estar aproveitando com eficiência a lua-de-mel com o eleitor. Segundo consulta do ac24horas até empresas que foram 100% implementadas no governo do PT apoiam a proposta de fazer do agronegócio a alavanca econômica do Acre. Com as viagens de Gladson, o Major Rocha, vice-governador, assumiu o governo com o bordão usado por Lula quando chegou à Presidência pela 1ª vez: “não podemos errar”.  Algumas bandeiras de campanha, como a redução da violência, se aproveitam dos últimos esforços do governo do PT para, somadas às novas ações, contabilizar reduções importantes em algumas modalidades de crime. Despetizar a gestão, portanto, não é algo simplório e nem estará consumada em duas semanas já que algumas colheitas positivas virá em parte da velha e generosa lavra petista.

Foto: Altino Machado

Aliados descontentes com o bocado menor no governo arranjaram brigas paroquiais e decidiram fazer beicinho ao novo governo. O caso que ganhou repercussão foi o do prefeito de Sena Madureira e sua briga com a família Diniz – que não é de agora – e com o grupo do senador Marcio Bittar. Mazinho vivia às turras com essa turma, cujo poderio econômico e político se assemelham ao dele no Vale do Iaco. “Não falo mais com o Gladson”, vociferou o prefeito  que apoiou Ney Amorim, do PT, para o Senado nas eleições passadas.

Em breve, todos estarão juntos. Mas a relação entre Gladson e o pessoal do Iaco sempre será delicada como uma pedra. É o que dizem.

O governo que se pretende contrapor a tal “roubalheira do PT” nomeia nada menos que cinco assessores diretos com processos judiciais em andamento. A mais emblemática foi a indicação de Alércio Dias para presidir o Acreprevidência. Alércio teve sua nomeação ameaçada de revisão mas Gladson decidiu sustentá-la e contou com apoio de setores da agora oposição: Moisés Diniz, do PC do B, não viu problema em se aproveitar a vivência de Alércio no governo.

Analistas dizem que ao bancar tais nomeações o governador também deve engrossar as costas: “o couro vai comer mais tarde”, disseram ao ac24horas. Problemas à vista?

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