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Estudantes do Acre são 2º grupo que prefere espanhol no Enem

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Na hora de fazem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a opção pela prova de língua estrangeira chama a atenção e revela que, por exemplo, 85% dos estudantes de Roraima optam por espanhol e apenas 15% por inglês, segundo dados do Inep. Isso pode significar que milhares de jovens não tiveram aula de inglês ou não se sentem seguros o suficiente com o conteúdo aprendido – e acabam preferindo o espanhol, aparentemente mais fácil. Roraima tem o maior percentual de alunos que não tiveram aula de inglês adequadamente. E o terceiro lugar é do Acre, onde 37% dos estudantes estão nessa condição, perdendo apenas para o Amapá, 2º colocado, com 47%.

No Brasil todo, 6,8% dos alunos a partir do sexto ano do ensino fundamental não têm aula de inglês, ou seja, 1,3 milhão de estudantes. Destes, 52% também não tinham aula de espanhol, opção ao inglês no Enem.

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Pesquisa desenvolvida pelo British Council com dados do Ministério da Educação referentes a 2015 e 2016 e previsão de divulgação para o ano que vem mostra que Acre e Roraima são os estados com maiores percentuais de professores de inglês contratados em regime temporário no país. Os índices não foram revelados. Segundo o Censo Escolar, há cerca de 62 mil professores de inglês na educação básica no Brasil, mas apenas 45% têm formação superior na língua estrangeira. Como nem o Índice de Desenvolvimento do Educação Básica (Ideb) nem o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) aplicam avaliações de inglês, não é possível avaliar o desempenho dos alunos nesta disciplina.

Sancionada por Temer em fevereiro de 2017, a lei 13.415, conhecida como Reforma do Ensino Médio, provocou uma reviravolta na legislação sobre o ensino de línguas no Brasil, revogando a obrigatoriedade da oferta do espanhol nas escolas (mas com matrícula facultativa aos alunos), que estava em vigor desde 2005, e incluindo a obrigatoriedade do ensino do inglês para estudantes a partir do sexto ano do ensino fundamental e ensino médio. A nova legislação já foi incorporada pela Base Nacional Curricular Comum (BNCC) tanto do ensino fundamental quanto do médio, aprovada em dezembro pelo Conselho Nacional de Educação.

No documento, o inglês é visto como “língua global” que permitirá “aos estudantes usar essa língua para aprofundar a compreensão sobre o mundo em que vivem, explorar novas perspectivas de pesquisa e obtenção de informações, expor ideias e valores, argumentar, lidar com conflitos de opinião e com a crítica, entre outras ações relacionadas ao seu desenvolvimento cognitivo, linguístico, cultural e social”.

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