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Cameli fala em “acabar” com apadrinhados que recebem R$ 20 mil sem trabalhar

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O candidato a governador pelo Progressistas, Gladson Cameli, informou em entrevista na manhã desta segunda-feira, 10, ao Jornal do Acre 1ª edição (TV Acre – Globo local), que a ponte do rio Madeira deve ser entregue no primeiro semestre de 2019. O governo federal há pouco mais de um ano afirmara que a obra seria inaugurada no final de 2018. A declaração de Cameli sobre a ponte foi dada no momento em que ele falava de seu plano de governo para a área econômica com ênfase no agronegócio.

“Nós vamos abrir o Acre para os demais estados do Brasil. A ponte do rio Madeira será concluída até o primeiro semestre do ano que vem. As obras já estão a 80% concluídas”, garantiu.

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O progressista disse ter consciência das obrigações com as leis ambientais ao ser perguntado sobre a saída econômica para um Estado que tem 87% de área protegida por lei.

“Eu não preciso mexer ou fazer nenhum desmatamento ou usar qualquer terra que esteja comprometida como área indígena. Eu só tenho que usar aquilo que é permitido por lei. Se eu abrir o estado para o agronegócio, para o plantio da soja, a ampliação da pecuária, usar o que realmente pode ser usado, isso pra mim já vai ser um salto na nossa economia. Só o transporte da nossa soja até o próximo porto, que é aqui no rio Madeira, a gente já economiza dois dólares no preço do transporte. Nós temos que acabar com a burocracia”, salientou.

O candidato disse ainda que não vai aceitar em seu eventual governo mais “gastos com propaganda do que com a Polícia Militar que não tem uma estrutura”.

A candidatura de Cameli é sustentada por 11 partidos políticos. Ele afirmou que vai respeitar a composição partidária na escolha de seu secretariado, mas com pessoas técnicas e qualificadas para cada função. Cameli garantiu que os servidores do Estado vão receber seus salários em dia e trabalharão sem perseguição política.

“Eu não tenho dúvidas de que o Acre tem pessoas qualificadas e prontas pra assumir. Eu não vou perseguir nenhum funcionário público do Estado. Ele vai receber seu salário em dia. Ele vai trabalhar e no final do mês ter o seu salário com respeito.”

O candidato foi objetivo ao falar sobre ocupantes de cargos que recebem altos salários sem trabalhar: “Apadrinhados políticos que vão assinar o ponto e depois vão embora e ganham quase R$ 20 mil por mês, isso nós vamos acabar”.

“Quando eu falo em cargos comissionados, é bom deixar bem claro: não é demitir quem trabalha, não, é melhorar a vida de quem trabalha. Agora aquelas pessoas que são apadrinhados políticos que vão lá assinar o ponto e depois vão embora e ganham quase R$ 20 mil por mês, isso nós vamos acabar.”

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