Menu

Medicamentos e serviços eram pagos sem terem sido entregues em Capixaba, diz Polícia Federal

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

As investigações da Operação Ícaro, deflagrada nesta terça-feira, dia 28, parece ter mostrado apenas a ponta do iceberg no setor de saúde de Capixaba, no interior do Acre. As investigações, coordenadas pelo delegado Eduardo Gomes, estão em curso há cerca de dois meses e devem ter novos desdobramentos nas próximas semanas.

Nesta primeira fase, além do prefeito de Capixaba, José Augusto (Progressista), outros dois ex-gestores e um gestor da prefeitura, um empresário também foi ouvido pela Polícia Federal. José Augusto foi afastado das funções que exercia, juntamente com o secretário dele, do setor de Planejamento.

Anúncio

“Fizemos vistorias in loco nos locais e espaços informados. Forro de PVC havia 300m², e as unidades teria 20m², então todos os itens estavam fraudados, estava tudo muito aparente e foi possível evoluir rapidamente. É difícil fazer uma prova negativa do que não foi entregue. Já temos um superfaturamento bem presente de R$ 525 mil nos medicamentos”, destaca o delegado.

Segundo apurou o ac24horas, a Polícia Federal pediu à justiça que o prefeito fosse preso, mas a solicitação foi negada. O delegado, contudo, não confirmou se os empresários envolvidos também tiveram os pedidos de prisão realizados. Gomes, contudo, disse que o mais viável seria a condução coercitiva, mas como ela foi extinta, tornou-se inviável conduzir os alvos até a sede da Polícia Federal.

Operação Ícaro

A Operação Ícaro visa o combate a desvios de recursos públicos do Ministério da Saúde (MS), destinados à cidade para a aquisição de equipamentos e medicamentos às unidades de saúde da cidade. Os recursos eram destinados por meio do Piso de Atenção Básica Fixo (Pab-Fixo). Além do superfaturamento, a PF investiga fraudes na entrega de equipamentos e materiais.

Ao todo, nas cidades de Rio Branco e Capixaba foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo um deles na cidade de Rio Branco, numa empresa que fornece medicamentos à cidade. As ordens foram expedidas pela Vara Federal de Rio Branco. Documentos contábeis e administrativos foram apreendidos pelos agentes.

Investigação

A Polícia Federal apura o envolvimento da administração pública daquela cidade na aplicação indevida de recursos de verbas repassadas ao município, mais especificamente do Piso de Atenção Básica Fixo (Pab-Fixo) de incremento à saúde incluindo fraude na entrega de medicamentos e de materiais odontológicos e superfaturamento em valores repassados para reformas em postos de saúde, bem como direcionamento na contratação de empresas que entregavam medicamentos.

Segundo a Polícia Federal há indícios de que o sobrepreço na contratação de serviços na área da saúde seja de pelo menos 65% dos itens cujo encarecimento foi identificado, o que pode ter gerado um prejuízo aproximado de R$ 525 mil programa do Ministério da Saúde. Até o momento ninguém foi preso.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.