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“Não se protege a vida com retórica, mas com assunção de responsabilidades”, diz juiz em resposta a Sebastião

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A carta do governador do Acre, Sebastião Viana, do PT, com pitadas de ironia direcionada a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármem Lúcia, onde o chefe do executivo diz que a magistrada desconhece a realidade da segurança no Acre, repercutiu entre os magistrados acreanos que durante uma agenda da ministra em Cruzeiro do Sul apresentaram um relatório da situação da escalada da violência, superlotação de presídios e encarceramento de presos provisórios.

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Em um post nas redes sociais, o juiz Giordane Dourado rebate as afirmações de Sebastião Viana. Para Dourado, “a violência e a insegurança no Acre são fatos. As mortes, assaltos, furtos e outros crimes noticiados diariamente não são peças de ficção. A forças policiais fazem o que podem, arriscam a vida nesse combate insano, mas o problema é estrutural e de gestão”, dispara o magistrado, que não gostou do tom usado pela chefe do executivo para responder Cármem Lúcia.

Segundo Giordane Dourado, “a ministra Cármen Lúcia, na condição de presidente da Suprema Corte e com a autoridade que lhe concede a Constituição, apenas externou legítima e oportuna preocupação com o estado de guerra declarada que vivemos no Acre. Não se protege a vida com retórica, mas com assunção de responsabilidades. E para os acreanos, não é época de formular desculpas, mas, sim, de encontrar soluções”, diz o juiz em seu desabafo nas redes sociais.

Em uma possível tentativa de achar mais um culpado para os problemas de segurança do Estado, Sebastião Viana também disparou contra o judiciário acreano na questão do encarceramento de presos provisórios, atribuindo a culpa ao Tribunal de Justiça do Acre, quando citou os investimentos que sua administração teria realizado na construção de novos presídios para abrigar a crescente população carcerária dos 22 municípios acreanos.

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