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Dia Nacional da Saúde chama atenção para a volta de doenças erradicadas

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Hoje (05.08), comemora-se o Dia Nacional da Saúde. A data tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da educação sanitária, despertando na população o valor da saúde e dos cuidados com ela. O momento é propício para uma reflexão em relação a algumas doenças já erradicas no país e que voltaram a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias e profissionais da área de saúde. Por meio de comunicado, o Ministério da Saúde revelou que as baixas coberturas vacinais identificadas em todo país contribuem para esse cenário.

Dados também indicam que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta – incluindo a dose que protege contra o sarampo. Entre as crianças, a situação não é diferente. Em 2017, apenas a BCG – vacina que protege contra a tuberculose – atingiu a meta de 90% de cobertura. A Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) defende que seja feita a vacinação de 95% da população.

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Segundo Lorena Souza da Silva, docente na área de atenção farmacêutica, para diminuir esse surto, seria necessário que o Brasil e os países vizinhos reforçassem a vigilância nas fronteiras e revissem os protocolos de vacinação. “A crise que afeta os países vizinhos ao Brasil é imensa e, pode sim, ter contribuído de forma preocupante para este quadro e comprometido a saúde da população brasileira”, destaca.

Lorena também explicou que a Lei 13.021 de 2014, que dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas, propõe que as farmácias sejam também pontos de vacinação. “Seria interessante que as vacinas fossem administradas nas farmácias por profissionais farmacêuticos. Isso facilitaria o acesso da vacina para a população e, consequentemente, daria o suporte necessário para que conseguíssemos reverter esse quadro”, defende Lorena.

Confira agora quais são as doenças que voltaram a ameaçar o país:

A febre amarela invadiu os noticiários no início do ano, mas esse não é o único motivo de alerta. Casos de hepatites também preocupam. A hepatite A teve um aumento de mais de 70%, principalmente entre homens. No mês de junho, o Ministério da Saúde também informou haver um alto risco do retorno da poliomielite em, pelo menos, 312 cidades brasileiras.

1. Sarampo – O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C, erupções na pele, tosse e coriza.

2. Poliomielite – A doença é causada por um vírus que vive no intestino – o poliovírus. A poliomielite, geralmente, atinge crianças com menos de 4 anos mas também pode contaminar adultos. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias, como febre e dor de garganta, além das
gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

3. Hepatite A – Também conhecida como hepatite infecciosa, é uma inflamação contagiosa que afeta o fígado e é causada por um vírus que, geralmente, é benigno. Os sintomas da doença começam a aparecer entre 2 a 6 semanas após o contato com o vírus da hepatite A e podem ser confundidos com os da gripe ou de gastroenterite leve.

4. Rubéola – A rubéola é uma doença aguda, de alta contagiosidade, transmitida pelo vírus do gênero Rubivírus. A doença também é conhecida como sarampo alemão. Os sintomas incluem febre baixa e inchaço dos nódulos linfáticos.

5. Difteria – Doença transmissível aguda causada por bacilo que, frequentemente, se aloja nas amígdalas, na faringe, na laringe, no nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele.   A transmissão acontece ao falar, tossir, espirrar ou por lesões na pele. Portanto, pelo contato direto com a pessoa doente.

Curiosidade sobre o Dia Nacional da Saúde: A data foi oficializada e inserida no calendário oficial brasileiro através do Decreto de Lei nº 5.352, de 8 de novembro de 1967, do Ministério da Saúde e da Educação e Cultura, em homenagem ao trabalho realizado pelo sanitarista Oswaldo Cruz, um importante personagem na história do combate e erradicação de epidemias como febre amarela e varíola.

Fonte: Bárbara Maria – Ascom Educa Mais Brasil

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