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Polícia paulista diz que PCC pratica genocídio por todo o país e Acre pode ser um dos motivos

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A partir de celulares e tablets apreendidos com os “gerentes da morte” da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), a Polícia Civil de São Paulo afirma que o grupo pratica, desde o segundo semestre de 2017, um “verdadeiro genocídio” pelo país. As fotografias e vídeos nestes aparelhos mostram a execução de rivais e de seus membros acusados de traição.

Ao todo, o PCC ordenou a morte de 400 pessoas em vários estados desde junho do ano passado. Essa quantidade refere-se apenas às identificadas e confirmadas pelos investigadores em um dos aparelhos até o momento.

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“São milhares de registros, fotos e vídeos, que demonstram, ainda que de forma fragmentária, o funcionamento desta célula criminosa para a prática de um verdadeiro genocídio no Brasil”, diz trecho de documento elaborado pela polícia paulista.

As investigações foram reveladas em reportagem desta quarta-feira (25) do jornal “Folha de São Paulo”. Não há citação direta sobre mortes no Acre, mas é de conhecimento público que a facção também atua de forma violenta no estado. Vídeos com rivais, traidores ou desertores sendo decapitados passaram a ser comum no Acre.

Na estrutura da organização criminosa, há os líderes que ordenam as execuções e obrigam os registros de todas elas como prova do serviço feito. Segundo a polícia. Um dos motivos para esses assassinatos é a guerra pelo controle do tráfico de drogas.

Na fronteira com Peru e Bolívia, grande produtores de cocaína, o Acre se tornou território cobiçado pelo PCC, travando com o inimigo Comando Vermelho uma guerra que deixa um saldo de dezenas de mortes.

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