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Sebastião faz desabafo após Gilmar arquivar denúncia de caixa dois

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O governador Sebastião Viana (PT) redigiu um longo texto em sua página oficial no Facebook para “comemorar” a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de arquivar o processo no qual ele figurava como beneficiário de uma propina de R$ 1,5 milhão para sua campanha ao governo em 2010.

A ação tinha como alvo o seu irmão, o senador Jorge Viana (PT), que foi citado em delação de executivos da Odebrecht. De acordo com a denúncia, o petista teria pedido R$ 2 milhões para a empreiteira, sendo que R$ 1,5 milhão teria ido como caixa dois para a campanha de Sebastião. Gilmar Mendes considerou que não havia provas suficientes da prática do crime.

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Para o governador, a decisão do ministro põe fim a cinco anos do que ele considerou como injustiça e ataque à sua honra. “Essa alegria vitoriosa ocorre pelo arquivamento do último processo em que me imputavam dúvida ética em eleições”, disse.

Sebastião Viana lembrou que as denúncias vieram à tona por meio de reportagem no “Jornal Nacional” minutos antes de ele sair para o casamento de sua filha.

“As marcas que ficam são dolorosas e profundas, pois, quase três anos antes da inocência ser declarada, eu estava saindo para celebrar o casamento da minha primogênita, quando ouvi a chamada principal do “Jornal Nacional”, com aquela sanha fascista e denuncista, dispensando minutos contra a minha honra e sem me permitir o direito nem a menor oportunidade de defesa: era mais um capítulo do ódio ao meu partido, o PT.”

O governador lamentou o fato de sua inocência ocorrer após a morte de seu pai, Wildy Viana. “Meu pai, falecido há um ano e sete meses, sequer pôde ver a minha inocência emergir novamente.” Sebastião ainda destacou suas idas a Brasília para preparar sua defesa e prestar depoimentos.

Por conta do cargo, o petista só pode ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. Ele agradeceu o empenho de seus advogados, Eduardo Ferrão e José Rollemberg. De acordo com o governador, ambos dispensaram o pagamento dos honorários advocatícios por saberem que ele não teria condições de arcar com os custos.

O petista diz que a sensação, no momento, é de ter saído de um banho após muito tempo ter ficado longe de uma ducha, sentindo-se limpo. “Assim estou me sentindo, passados mais de cinco anos dessa infâmia e outra já arquivada, que haviam me levado aos corredores da suspeição e condenação antecipadas”, comparou.

“Nestes tempos de tanta escassez de solidariedade humana e coragem cívica, agradeço a cada homem e mulher, do Acre e do Brasil, que teve comigo a sincera confiança e defendeu minha inocência.”

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