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Com aumento aprovado em 2017, consumidor de água tratada do Depasa vai pagar 28% mais caro a partir deste mês

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O aumento da gasolina quase que semanalmente vem assustando os condutores de veículos automotores em todo o Brasil, mas o aumento que os acreanos ganharam como presente neste início de 2018 foi do liquido precioso, a água tratada, entregue pelo Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa).

Alguns usuários do serviço entraram em contato com a reportagem do ac24horas para denunciar o aumento da tarifa de água e a qualidade do produto para consumo diário. O aumento de 28% da tarifa foi aprovado em dezembro de 2017 pela Agência Estadual Reguladora de Serviços Públicos (Ageac).

A qualidade da água, segundo alguns usuários, não condiz com o valor do aumento cobrado pelo Depasa a partir deste mês de janeiro. A reclamação de vários moradores que utilizam a água para as atividades diárias em suas residências, inclusive para beber, acham que os valores não estão relativos à qualidade do produto fornecido.

O servidor público João Roberto Divino, que mora no bairro Tangará, disse que a água muitas vezes tem chegado meio amarelada em sua casa. “A conta ainda não chegou aqui não, mas nesse período de chuva a água tem chegado barrenta. Será que eles estão tratando mesmo essa água do rio Acre?”, questiona funcionário público.

A aposentada Benedita Oliveira. moradora do Recanto dos Buritis, antigo bairro Mauri Sérgio, informou que a conta de água pode até ter um reajuste pequeno, desde que venha com boa qualidade. “Eu sempre paguei um valor baixo, mas a água que recebemos nem sempre tem boa qualidade. Tem dia que chega limpinha e em outros dias vem barrenta”, disse Benedita.

Direção do Depasa

O diretor técnico do Depasa, Anderson Mariano, informou à reportagem que não houve um aumento no valor da taxa de água, mas um reajuste de tarifa que desde 1995, que não era ajustada.

“O último aumento da tarifa de forma geral foi realizado em 1995 no tempo que a Sanacre realizava os reajuste e direcionou o aumento para todo o Estado. Atualmente o Depasa é regulado pela Ageac, todo o sistema de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Então foi proposto para a Ageac um estudo de reequilíbrio de tarifa dos últimos 23 anos. Para diminuir o impacto disso propusemos um reajuste de 28% e foi aprovado em dezembro para ser utilizado a partir de janeiro. De 1995 até agora daria um reajuste na tarifa de mais de 300%, mas não avaliamos dessa forma. Não teve aumento, mas uma correção tarifaria com relação a inflação o que corresponde aos 28% de reequilíbrio”, explicou Anderson.

O diretor técnico relatou ainda que o Depasa é responsável pelo Sistema de Abastecimento dos 22 municípios, e que herdou isso do Deas – Departamento de Pavimentação, Água e Esgoto que era responsável pelo abastecimento do interior do Estado, ficando o Serviço de Águas e Esgoto de Rio Branco (Saerb) cuidando do abastecimento da Capital, e a partir de 2012 foi tudo concentrado no Depasa.

Anderson ressalta ainda para justificar o aumento de 28% da taxa de água que mesmo com o reajuste, o Depasa cobra a tarifa mais barata do Brasil. “Por exemplo, 10 metros cúbicos de água saiu de R$ 14 para R$ 17, sendo a tarifa mais barata do Brasil”, argumenta.

Sobre a qualidade da água, o diretor técnico esclareceu que depende muito e pode ser um vazamento na rede ou infiltrações. “A água que sai da Estação de Tratamento tem uma das melhores qualidades entre todas as companhias de saneamento. Temos relatório diário disso. Alguns bairros podem apresentar problemas especifico por algum problema de infiltração na rede nesse período de cheia que às vezes afeta a rede de drenagem e atinge a rede de água. Às vezes uma medida simples de correção pode ser feita só basta a população ligar para a companhia de saneamento, abrir um chamo direto com Depasa, mas preferem ligar logo para a imprensa. O que é também um caminho, mas seria mais rápido se falassem com a companhia”, finaliza Anderson Mariano.

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Bandeira da conta de luz continua amarela no mês de março

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A bandeira tarifária permanece amarela em março, com custo de R$ 1,343 para cada 100kWh consumidos. Ou seja: a conta de luz permanece em níveis altos para o consumidor acreano. Em fevereiro, houve registros significativos de chuvas nas principais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) março ainda é um mês típico do período mais chuvoso nessas regiões. Todavia, os principais reservatórios de hidrelétricas do SIN ainda apresentam estoques reduzidos para essa época do ano, em função do volume de chuvas muito abaixo do padrão histórico registrado entre setembro e janeiro.

Essa realidade sinaliza patamar desfavorável de produção pelas hidrelétricas, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF).

A conciliação de baixa produção hidrelétrica com o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) levou à caracterização do patamar amarelo para o acionamento das Bandeiras. O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada.

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

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Acre tem 425 mil hipocloritos para municípios alagados

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O Acre recebe do Ministério da Saúde (MS) 425 mil frascos do desinfetante hipoclorito de sódio a 2,5%, que serão distribuídos para os 22 municípios do estado, com prioridade para aqueles atingidos pelas inundações.

Como parte do programa de investigação de surtos hídricos, a distribuição do composto é uma medida preventiva do Programa de Saúde de Combate à Cólera, bem como da área de Monitorização das Doenças Diarreicas Agudas.

O uso do hipoclorito de sódio em pó ou em sua forma diluída, a água sanitária, é bastante eficiente na desinfecção de águas para consumo humano.

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OMS diz que Brasil vive ‘tragédia’ com nova onda da Covid-19

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O diretor-executivo de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, chamou a pandemia no Brasil de tragédia e lamentou que o país enfrente uma nova onda de casos e mortes pela Covid-19.

“Infelizmente, é uma tragédia que o Brasil esteja enfrentando isso de novo e é difícil. Esta deve ser a quarta onda que o país volta a enfrentar” – Mike Ryan, diretor de emergências da OMS.

Ryan ressaltou qualidades do sistema público de saúde brasileiro e elogiou a ação dos estados para tentar conter a alta transmissão do coronavírus, mas afirmou que é urgente o país controlar a transmissão em nível comunitário. “Não houve um ponto do país que não tenha sido afetado de forma grave pela pandemia”, disse.

“O Brasil é muito capaz e tem muitas instituições científicas e de saúde pública fantásticas. Acho que o país sabe o que fazer e muitos estados estão tentando aplicar as melhores medidas. Não é simples. Não é fácil”, disse.

Lição: pandemia não acabou

A alta nos casos e mortes brasileiras, segundo Ryan, serve de lição para o mundo e comprova que a pandemia não acabou. “Não acabou para ninguém e qualquer relaxamento é perigoso”, afirmou.

A fala do diretor-executivo da OMS ocorreu no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro, em visita ao Ceará nesta sexta, criticou estados que estão adotando medidas mais rígidas para restringir a circulação de pessoas diante do avanço da Covid-19.

“Esses que fecham tudo e destroem empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer. Não me critiquem, vão para o meio do povo mesmo depois das eleições”, afirmou Bolsonaro à uma aglomeração que se formou por causa da sua presença na cidade de Tinguá (CE).

Recorde de mortes

Na quinta-feira (25), o Brasil registrou um novo recorde de mortes pela Covid-19: foram 1.582 mortes pela Covid-19 registradas na quinta-feira (25), segundo o consórcio de veículos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.150. É o segundo recorde seguido registrado nessa média.

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O recorde anterior de número de mortes em 24 horas foi registrado em 29 de julho do ano passado, quando chegou a 1.554.

Acelerar vacinação

Ainda nesta sexta, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon, alertou que é necessário aumentar a produção de vacinas contra Covid-19 e acelerar sua distribuição.

“Agora é a hora de usar todas as ferramentas para aumentar a produção [das vacinas contra Covid-19], incluindo licenciamento e transferência de tecnologia e, quando necessário, isenções de propriedade intelectual”, pediu Tedros.

“Também é importante lembrar que, embora as vacinas sejam uma ferramenta muito poderosa, elas não são a única ferramenta. Ainda precisamos acelerar a distribuição de diagnósticos rápidos, oxigênio e dexametasona”, complementou o dirigente.

Tedros lembrou que o Covax, aliança internacional dirigida pela OMS, entregou o seu primeiro lote na quarta-feira (29). O país escolhido para receber as primeiras vacinas foi Gana.

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“Fizemos bons progressos, mas eles são frágeis. Precisamos acelerar o fornecimento e distribuição de vacinas contra a Covid-19, e não podemos fazer isso se alguns países continuarem a abordar fabricantes que estão produzindo vacinas com os quais o Covax está contando”, disse.

No começo da semana, Tedros afirmou que o Covax enfrenta dificuldades em adquirir vacinas por causa dos contratos que países ricos estão fazendo com os fabricantes.

O Covax, uma coalizão de mais de 150 países criada para impulsionar o desenvolvimento e a distribuição das vacinas contra a Covid-19, já tem acordo com o Instituto Serum para compra de 1,1 bilhão de doses das vacinas Oxford/AstraZeneca e Novavax.

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Banco da Amazônia estimula doações à Campanha SOS ACRE

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Para o Ministério Público do Estado, a entrada do BASA ajudará ainda mais essa corrente de solidariedade para ajudar os que mais necessitam

O Banco da Amazônia (BASA) entra na campanha de solidariedade S.O.S. Acre que deve ajudar os mais de 130 mil acreanos que foram atingidos pelas fortes enchentes no Estado. A campanha que foi criada no dia 19 de fevereiro pela Associação do Ministério Público do Acre, já entregou mais de 56 toneladas de itens de primeira necessidade e arrecadou mais de R$ 615 mil em doações.

O Estado atravessa uma situação de emergência agravada pela pandemia de COVID-19 e um surto de dengue e leptospirose. A população precisa do básico para conseguir sobreviver e é nesse momento que entra o Banco para ajudar essas pessoas.

De acordo com o Superintendente do BASA no Acre, José Luiz Cordeiro, no momento de crise que o Estado passa é o papel da Instituição se solidarizar e ajudar com todos os acreanos. “Um dos principais lemas do Banco é a sustentabilidade, que não é exclusivamente ambiental. Não se fala nela sem a inclusão da população e o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das pessoas”, pontua.

A responsável pela campanha S.O.S Acre e Promotora do Ministério Público, Meire Ribeiro, destaca a importância de ajudar na campanha para mudar a situação que muitos acreanos estão vivendo neste momento. “Decidimos encabeçar a campanha pois vimos a situação na qual essas pessoas estão e a entrada do BASA vai ajudar ainda mais o alcance dessas doações”, explica.

“O BASA, mais uma vez, se posiciona ao lado da população da Amazônia Legal, o papel que queremos é do banco que desenvolve a economia e ajuda na melhoria da vida da população Amazônida”, afirma o Superintendente do banco.

Você pode doar qualquer valor para a conta da campanha: Banco do Brasil Ag: 2359-0 / Conta Corrente: 14.300-6, ou PIX: 63.589.899/0001-40.

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