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“MPF é local onde vi mais ilegalidades”, diz procurador que atuou na “lava jato”

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“Em nenhum local por onde passei eu vi se cometer tanta ilegalidade quanto dentro do Ministério Público Federal”, diz o procurador regional da República Manoel Pastana. Em entrevista à Revista Press, o Pastana, que atua no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, afirma que o MPF fiscaliza a todos, mas não é fiscalizado. É um sistema, diz ele, que deu poderes absolutos à Procuradoria-Geral da República, estimulando o cometimento de ilegalidades pelos membros do órgão.

Pastana está para lançar um livro, De Faxineiro a Procurador da República, para contar bastidores da briga de procuradores por poder. Na entrevista, ele conta que, de sua posição no MPF, constatou que Janot atuava de forma sutil para parar a “lava jato” e proteger o PT. O momento de virada foi a gravação do então senador Delcídio do Amaral, que teria deixado Janot sem opções.

“Ele [Janot] não queria que soubessem que o filho do Cerveró foi orientado por alguém da equipe dele para gravar o cara que ele queria proteger. Essa gravação não era ilegal, mas eles esconderam isso para que o Janot não soubesse. No fim, ele teve que pedir a prisão do Delcídio”, diz Pastana.

O procurador afirma que Janot e seus antecessores Antonio Fernando, Cláudio Fonteles e Roberto Gurgel fazem parte de um grupo autointitulado Tuiuiús. São procuradores, diz Pastana, ligados à esquerda e que se comprometeram a proteger o governo petista em troca de a Presidência da República seguir a lista tríplice de candidatos eleita pelos membros da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), uma entidade de classe não oficial.

Pastana afirma que Janot nunca foi próximo de Michel Temer, mas, depois do impeachment, nomeou Bonifácio de Andrada, ligado ao PSDB, para vice-PGR, numa tentativa de se aproximar do governo. Como não conseguiu e viu a possibilidade de seu grupo sair da chefia do MPF, Janot promoveu as denúncias contra Temer, na tentativa de derrubá-lo, diz Pastana.

Conchavos para lista

Pastana também falou sobre a eleição para a lista tríplice do MPF. Ele afirma que a ANPR criou a eleição para tentar levar os tuiuiús à cúpula do MPF.

Tuiuiú é uma ave pantaneira que tem dificuldade para voar e por isso voa baixo. Os integrantes desse grupo, até 2003, se consideravam isolados da PGR pelos procuradores mais antigos na carreira. Criaram o grupo para se opor às gestões de Geraldo Brindeiro e Aristides Junqueira.

“Para ganhar essa eleição, eles fazem de tudo, inclusive compra de votos, pressão”, afirma Manoel Pastana, à Revista Press. Ele conta que, quando Roberto Gurgel era candidato à recondução, se encontrou com o então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. A informação vazou para a imprensa e Gurgel perdeu o apoio. Mas logo antes da eleição da ANPR, foi autorizado o pagamento da Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), verba devida a procuradores que ingressaram até 1997. “Eu entrei em 1996, então, peguei bem pouco, os que entraram antes receberam bem mais. Eu recebi R$ 60 mil. Meu amigo, não se viu mais nenhuma crítica”, disse.

O procurador diz que Dilma Rousseff não queria reconduzir Roberto Gurgel para chefia da PGR. A estratégia foi, então, arquivar um inquérito que havia sido aberto para investigar a evolução patrimonial de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil. “Gurgel deu uma canetada, arquivou e mandou cópia para Dilma no mesmo dia que ele promoveu o arquivamento. No outro dia, a Dilma reconduziu ele. Isso é um exemplo típico de como funcionava essa nomeação”, conta Pastana.

Revista Consultor Jurídico, 6 de janeiro de 2018, 10h55

Acre

Na Aleac, oposição será conhecida com formação do novo governo

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A bancada governista será até maior que a atual na Assembleia Legislativa do Acre a partir de 2023, mas de acordo com o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) isso pode não se configurar exatamente em solução. “O governo fez barba, cabelo e bigode. A base governista é grande e isso pode virar um problema porque tudo demais pode virar problema na gestão dos processos”, disse ele, reeleito para novo mandato.

Nesse contexto, é previsível uma bancada de oposição pequena ou não, a depender da composição do novo mandato de Gladson Cameli no Palácio Rio Branco. Assim, as bancadas favoráveis ou contrárias a Gladson só serão dimensionadas mais para frente, observando cooptação e dissidências. “Ainda é cedo pra afirmar. Aguardar a composição do novo governo. Haverá cooptação e dissidentes”, prevê Magalhães
.
Antes, em seu discurso de agradecimento pela reeleição, Edvaldo destacou que não haverá pacto da mediocridade, não haverá ´silêncio dos cemitérios´, mas discussão sobre tudo o que interessa ao Estado -e afirmou que teme pelo segundo mandato de Gladson Cameli, salvo neste primeiro mandato pela pandemia apesar de desafiadora. “Quanto maior a vitória mais é alto o salto do sapato”, disse.

Eleitos pelos partidos que tiveram candidatos majoritários próprios, como Eduardo Ribeiro (PSD), Emerson Jarude (MDB), Antônia Sales (MDB) e Adailton Cruz (PSB) podem atuar na oposição junto com Edvaldo Magalhães.

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Acre

Bolsonaro vai tomar café com Gladson na quinta-feira

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O governador reeleito Gladson Cameli (PP) desembarcou em Brasília (DF) na manhã desta quarta-feira, 5, onde cumpre uma série de agendas institucionais nos Ministérios. Cameli deve ficar na capital do poder até quinta-feira, 6, quando participa de um café da manhã com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Bolsonaro reunirá os governadores eleitos que o apoiam no Palácio da Alvorada para demonstrar força neste segundo turno das eleições de 2022 contra o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

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Acre

Luiz Calixto – O cara será diferente

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Somente em montagem de filme assisti um jogador, em uma tacada só, encaçapar todas as bolas da sinuca.

Na política local e nacional não tenho conhecimento de algo semelhante: um político, sozinho, derrotar a todos os adversários e inimigos de morte, que se uniram para derrubá-lo usando as armas mais letais da traição e da covardia, como as criminosas fake news.

Gladson entra para a história acreana como o político que desbancou o PT depois de 20 anos de governança e no pleito seguinte fez a fila de falsos aliados que o extorquiram com vantagens de privilégios para, em seguida, traí-lo.

Em palavras bem populares: não sobrou um pra fazer remédio ou contar a história.

O ódio destilado pelos irmãos Major e Mara Rocha, por Sergio Petecão, além do egocentrismo de Jorge Viana e Márcio Bittar, certamente fizeram deles os maiores derrotados desta eleição, ao saírem bem menores do que entraram.

Para tentar disfarçar o passado arrogante, Jorge Viana se amparou em Marcos Alexandre e sepultou os sonhos políticos do ex-prefeito de Rio Branco.

Marcos pode até ressuscitar, mas para isso terá que se afastar do PT e de algumas figuras pesadas do partido.

Ao custo de mais de R$ 3 milhões do Fundo Partidário, os 100% de uma suposta popularidade de Petecão se reduziram a 6% de votos, quase igual à quantidade de votos da deputada mais votada, a professora e ex-prefeita de Rio Branco Socorro Neri.

Os Rochas fizeram campanha afogados num pote de água tingida de ódio e ressentimentos. Vão ter que se esforçar para ressurgir das cinzas.

Márcio Bittar conseguiu apenas 9,99% dos votos para Márcia Bittar, aquela autodeclarada candidata do presidente Jair Bolsonaro.

Márcio fez uma das campanhas mais caras e terá que reconhecer a sua verdadeira estatura política e baixar o facho para não ser reprovado em 2026, quando o seu mandato estará na reta .

Apesar dos ataques violentos e virulentos, tanto no campo político quanto pessoal, o povo do Acre preferiu reconduzir o governador, entre tantas outras virtudes, porque ele não censura a imprensa, não persegue servidores, não tenta controlar a vida das pessoas, tem humildade de reconhecer os próprios erros e não se julga superior ao acreano mais necessitado.

Gladson emergiu das urnas como um verdadeiro e inquestionável líder e tem a oportunidade de montar sua equipe de governo, sem ilhas ou feudos políticos.

Agora a parte salgada no recheio da doce e grande conquista: o povo dá muito, mas também cobra muito. “

O melhor terá que vir agora.

Como diz a música que animou campanha eleitoral dele, “o cara é diferente”. E o governador reeleito já declarou que fará uma gestão diferente.

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Acre

Alan Rick é alvo de clonagem de telefone e alerta seguidores

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O senador eleito, deputado federal Alan Rick (União), usou as redes sociais nesta terça-feira, 4, para alertar seus seguidores quanto à realização de uma clonagem em seu número de telefone por criminosos.

O parlamentar destacou que os internautas devem ficar atentos a quaisquer mensagens estranhas ou pedidos de dinheiro. “Amigos, novamente alguém está se passando por mim no WhatsApp. Já fiz denúncia à polícia. Fiquem atentos”, declarou o parlamentar.

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