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Artigo de Opinião: o que plantamos, colhemos. E o Acre precisa se apressar logo

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Rodrigo Pires*

Quando observamos o cenário regional e começamos a analisar os estados do Acre e Rondônia, nos deparamos com dados alarmantes.

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Em 2014, Rondônia apresentou um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 34,03 bilhões de reais, tudo isso por ter apostado quase todas as fichas no agronegócio. Já em 2016, o setor agropecuário – responsável por contemplar quase 30 produtos em sua cesta (da soja ao boi), apresentou um crescimento de 8,5 % do PIB. A partir daí, Rondônia passou a ocupar a segunda colocação no ranking de maior receita da região norte, ficando atrás apenas do Pará.

É certo que o ponto forte de Rondônia é o Agronegócio, mas este deveria ser o do nosso estado também. Por isso, é impontante trabalharmos por um cultivo mais sustentável, e tudo pode ser possível através de uma atenção maior nos investimentos em pesquisas e assistência técnica. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), por exemplo, pode ser uma importante aliada para o produtor rural.

Comparando mais uma vez o Acre ao estado vizinho, a Embrapa de Rondônia desenvolveu uma tecnologia capaz de aumentar a colheita por hectare de café, passando de 9 para 22 sacas, mesmo que o plantio tenha apresentado queda de 150 mil para 90 mil hectares, atualmente. A produção atingiu 100 % , batendo o recorde de 1,6 milhões de sacas nos anos de 2015 e 2016. Já o estado do Acre, neste mesmo período atingiu a marca de 80 mil sacas, apenas.

Vou exemplificar através de números o quanto isso representa no impacto da economia acreana, considerando que uma saca de café conilon custa algo em torno de R$ 350,00. Vamos a comparação, entre 2015 e 2016 o estado vizinho fez circular o valor ativo de R$ 560 milhões, enquanto nós, no Acre, fizemos circular apenas o ativo de R$ 28 milhões.

Precisamos nos conscientizar de que 40 % da área de expansão agrícola do mundo está no Brasil. E 60 % da área agrícola do Acre é composto por mandioca, um dos produtos com menores valores agregados a cesta de agronegócios. Trazendo como exemplo a cidade de Ariquemes, interior Rondônia, vemos que o município tem o mesmo rebanho que o estado do Acre – aproximadamente 3 milhões de cabeças de gado, possuindo uma população de pouco mais de 120 mil habitantes.

Por isso destaco a extrema importância em preservar, pois assim será possível fazer o equilíbrio com a produção. Hoje, pelo menos 80% das propriedades em Rondônia totalizam 126 mil propriedades não tem mais de 100 hectares, pois são aproximadamente 90 mil famílias com renda média de 5 mil a 8 mil reais.

Coincidência ou não, o número apresentando anteriormente (90) mil também é uma realidade para nós no Acre, pois este é exatamente o número de pessoas que estão fora do mercado de trabalho no estado do Acre.

Não podemos desmerecer o trabalho da Seaprof (Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar) do Acre, mas sabemos que estes não são problemas das secretarias, e sim, da falta de políticas voltadas para o fortalecimento da livre iniciativa. Até agora não vimos nenhum candidato ao Governo do Estado preocupado em nortear um caminho, uma direção.

É hora de pensar melhor nisso e cobrar providências! Acredito que é muito cômodo reclamar. Precisamos de propostas que tragam resultados, sem enganar e sem iludir. Este é o momento exato de trocar os heróis e as placas de Boas Vindas, por pessoas que façam acontecer.

Se queremos um estado promissor, aqui é o lugar! No próximo artigo, falaremos de redução de Estado enquanto máquina pública.

Até lá!

*Rodrigo Pires é empresário e Presidente do Livres(PSL) no Acre

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