Menu

Delação de preso durante Operação da PF pode gerar novos desdobramentos em investigação na Saúde do Acre

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

A Operação Asfixia, deflagrada pela Polícia Federal no dia 25 de outubro, para investigar o desvio de recursos públicos da Saúde do Acre, pode ter novos desdobramentos nas próximas semanas. Isso porque um dos presos, Mario Viana Fontes, estaria disposto a colaborar com as investigações.

O ac24horas teve acesso aos nomes de todos os alvos da operação. Entre eles, cinco presos. Dois dos detidos são servidores públicos: Rocicleudo Veloso (da Secretaria de Saúde do Acre), e Valmor Zirmermann Filho (do Hospital das Clínicas). O primeiro é acusado de passar informações a um empresário. O segundo é suspeito de não controlar os serviços prestados.

Anúncio

Outras três pessoas foram presas pela Polícia Federal: Mario Odon Viana Fontes, Francisco Wellingotn de Oliveira e Alatir Perondi, ambos ligados a empresas que entregavam oxigênio medicinal aos hospitais e pacientes do Programa Melhor em Casa, do Governo do Acre.

Com a previsão de colaboração, Mario Pontes não foi levado para o presídio Francisco d’Oliveira Conde, na Capital, para onde os demais presos foram encaminhados. Preso na sede da polícia judiciária federal, Mário recebe visita da família e de advogados.

Questionada, a Polícia Federal não confirmou, nem negou, a delação premiada do investigado. Em caso de a colaboração ser homologada pelo Poder Judiciário, a pena a que Fontes poderia ser diminuída, inclusive com privilégios dados aos que ajudam as investigações desse tipo, neste caso, contra a Saúde.

A “OPERAÇÃO ASFIXIA”

A Polícia Federal e o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Asfixia, no Acre, para investigar supostas irregularidades na contratação de serviços de fornecimento e manutenção de cilindros de oxigênio medicinal utilizados em unidades da rede de saúde pública estadual.

Segundo a CGU, as fraudes envolvem licitações e contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e pela Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre). Há, ainda, suspeita de esquema de pagamento de propina a servidores estaduais. Até aqui, o prejuízo ao Erário é da ordem de R$ 1.573.301,195.

Os agentes da PF e técnicos da Controladoria estão cumprindo seis mandados de busca e apreensão, 13 de condução coercitiva, um de prisão temporária, quatro de prisão preventiva.

Entre as fraudes constatadas, segundo a CGU, estão a adulteração de cilindros de oxigênio, mediante transvase – quando o produto é transferido para outros cilindros em quantidade menor-, sobrepreço em atas de registro, possível favorecimento a empresas suspeitas e deficiência nos controles de entrega dos cilindros contratados.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.