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Caçambeiros fecham o Deracre e ameaçam bloquear pontes se o governo não negociar dívida de R$ 6 milhões

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Os caçambeiros e proprietários de máquinas que prestam serviços para o governo do Acre fecharam a entrada do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) na manhã desta quinta-feira (17) e ameaçam bloquear as pontes que ligam o primeiro ao Segundo Distrito de Rio Branco, caso o executivo estadual não negocie parte da dívida com a categoria, que de acordo com Júlio Farias, estaria em torno de R$ 8 milhões.

“O Deracre só vai trabalhar depois que depositar 50% do valor da dívida que tem com a categoria. Já começamos a paralisação dos equipamentos em Rio Branco e os profissionais dos municípios de Assis Brasil à Cruzeiro do Sul e em todos os ramais estão parados. Queremos receber pelo menos parte do que tem atrasado, precisamos sustentar nossas famílias e manter os equipamentos funcionando”, diz Farias.

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Segundo o sindicalista, o atraso se arrasta desde 2015, quando várias negociações foram feitas, mas o governo e o Deracre não cumpriram com os parcelamentos acordados com os caçambeiros. “Queremos o pagamento de 50% do que nós eles devem. Com o dinheiro na mão, a categoria senta para renegociar o restante. Só não podemos permanecer sem receber nada e trabalhando”, diz o líder da categoria.

Júlio Farias destaca aconteceu uma negociação em janeiro, com a presença da equipe de governo. Na oportunidade, a dívida estaria em torno de R$ 11 milhões. Ficou acertado que o governo pagaria parcela mensal de R$ 1 milhão, mas após dois meses o Estado alegou que não poderia pagar o valor e baixou para R$ 800 mil – mais três parcelas foram pagas, mas há dois meses o Deracre deixou de pagar.

“O Estado deve valorea de locação de máquinas e caçambas. Estamos devendo autopeças, posto de gasolina, estamos com luz com aviso de corte. A categoria não aguenta mais. Ou o governador coloca a mão no bolso ou nós vamos radicalizar. Não queremos prejudicar a sociedade. Nós estamos defendendo nosso pão na mesa, mas se for necessário nós fecharemos as pontes e pediremos apoio da sociedade”, diz Júlio.

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