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Acre tem o terceiro menor Índice de Sustentabilidade de Limpeza Urbana, diz estudo

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Não é preciso muito esforço para chegar à conclusão que a limpeza urbana nas cidades do Acre parece não ser a prioridade dos prefeitos. A dura -e suja -realidade fez com o que o Acre ganhasse nota 0,02 no Índice de Sustentabilidade de Limpeza Urbana Para os Municípios Brasileiros (ISLU) criado pelo poderoso Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo, o Selur. Esse ISLU do Acre só não é pior que o do Amapá, que ficou com 0,01, e de Roraima, que registrou 0,00.

Dois municipios foram analisados no Acre, Feijó e Rio Branco. Apesar da pouca representatividade, a situação de Feijó é a mesma de todas as demais cidades do interior, onde setor de resíduos sólidos não apenas é sofrível como pena com a ausência de dados e de análises sobre o tema. Essa carência de informações dificulta a percepção adequada da importância dos resíduos sólidos na sociedade e o apropriado planejamento de ações específicas para o setor (políticas públicas, financiamentos, sustentabilidade econômica, parcerias). Apenas Rio Branco se preocupou em realizar alguns estudos sobre o tema mas principalmente dedicou-se à implantação de espaços de destinação adequada dos resíduos sólidos.

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O ISLU possui metodologia de cálculo que possibilita analisar os serviços de limpeza urbana dos municípios brasileiros sob a ótica do Plano Nacional dos Resíduos Solidos. O índice foi criado a partir de um modelo estatístico exaustivamente avaliado, testado e balizado para mais de 3.500 municípios brasileiros que possuem informações disponibilizadas no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). O índiece leva em conta diferentes variáveis, como a criação de parcerias entre municípios e empresas para a troca de conhecimento e melhores práticas, algog que não existe no Acre.

O estudo que chegou à conclusão do ISLU mostra que Rio Branco poderia até crescer no índice se aperfeiçoasse seus processos de recuperação de materiais coletados: “Se considerássemos que a cidade de Rio Branco elevasse seu grau de 0,621 recuperação dos materiais coletados em 15 pontos percentuais, mantendo todas as outras variáveis constantes, ela sairia da classe D para a classe C, com ISLU de 0,588 para 0,621”, propõe o Selur.

Feijó obteve ISLU de 0,364 pontos e conceito E. Ou seja, o município do Vale do Envira está muito longe dos parâmetros ideais de sustentabilidade em limpeza pública. No país, os melhores resultados estão nas regiões Sul e Sudeste.

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