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Reforminha meia-sola: antes de ser submetida a votos, proposta principal já virou fumaça em Brasília

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Antes de ser submetida a votos, da proposta que visava reformar a nossa previdência, o principal já virou fumaça.

Reformar a nossa previdência social, e neste particular o ministro da Fazenda Henrique Meirelles está corretíssimo, independe de se querer ou não, de se gostar ou não, de sê-la justa ou não, tampouco daquilo que se convencionou chamar de vontade política, é sim, uma questão de vida ou morte.

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Portanto, trata-se de um desafio a ser enfrentado por um estadista, ou por que pretende sê-lo. Verdade seja dita: foi exatamente a ausência de políticos com tal espírito, tanto no passado, e mais ainda, no presente, que levou o nosso país a se meter nas mais gravíssimas crises de toda a nossa história.

À propósito, a reforma da nossa previdência social, a despeito de sua urgência e necessidade, já há bastante tempo, vinha sendo empurrada com a barriga, como se diz na gíria, e por todos aqueles que compuseram a nossa representação política. Falando-se de estadista, vejamos o que disse Winston Churchill: “um político se converte em estadista quando começa a pensar nas próximas gerações e não nas próximas eleições”.

Não que fosse a sua vontade, mas em razão de sua baixíssima aceitação popular, igual ou pior que a da ex-presidente Dilma Rousseff as vésperas do seu impeachment, o presidente Michel Temer já reconheceu que não disporá de condições para buscar a sua reeleição. Por tal reconhecimento, ele próprio prometeu que sua gestão iria entrar para a história como àquela que havia promovido as nossas necessárias e urgentes reformas, e fez-nos crer, que estaria candidatando-se à estadista, diria até, para se tornar o primeiro de nossa história, afinal de contas, ter na pessoa de Getúlio Vargas, um ex-ditador, como o nosso maior e único estadista, é algo que continua atravessado nas nossas gargantas. Quem leu Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, nunca o pôs nesta conta.

Ao retirar os servidores públicos estaduais e municipais da nossa reforma previdenciária, antes mesma de sê-la submetida à apreciação dos nossos congressistas, simplesmente, o presidente Michel Temer lançou verdadeiras bombas nos colos dos nossos dos governadores e prefeitos, todas elas altamente destruidoras e prestes a explodir. Será que os desastres, já em marcha, nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ainda não bastaram para determinar que tão delicadíssimo assunto precisa ser levado a sério e tratado com o máximo de urgência?

Definitivamente, não será com reforminhas, tipo meia-sola, que a nossa previdência social será salva. Sobre a nossa reforma política, tão ou mais necessária e urgente, que não venham com esta tal da lista fechada, até porque, se for para piorá-la, que deixe a porcaria que está aí.

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