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Teatro acreano Visse e Versa abre temporada de apresentações no nordeste

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A companhia acreana Visse e Versa em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte) abre a temporada de apresentações no nordeste do país com a Caravana Teatral do Norte ao Nordeste – de Juazeiro a Juazeiro, estreando com o espetáculo Comédia Del’ Acre’.

A obra vai circular pelas cidades de Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE), Natal (RN), Janduis (RN), Recife (PE), Arco Verde (PE), Petrolina (PE), Juazeiro (BA), Aracaju (SE) e João Pessoa (PB), no período de 4 de janeiro a 7 de fevereiro. Com a proposta de disseminar a cultura nortista em outras regiões através de produção teatral, bem como promover o intercâmbio de artistas locais com as mais diferentes culturas, a peça engloba dança, teatro e performances, tendo como ponto chave a construção dramatúrgica adaptada a textos que vão desde o teatro clássico aos teatros dos dias atuais, que marcam a história.

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Baseado em clássicos como Édipo Rei, Greve do Sexo, Romeu e Julieta, Dorotéia, Morte e Vida Severina e Tributo a Chico Mendes, o espetáculo aborda em suas releituras preocupações com as questões das relações humanas, violência contra a mulher, as problemáticas de grilagem, expropriação da terra e de todo meio ambiente de forma irracional.

A “Comédia Del’Acre” é uma recriação para teatro de rua, pois a Cia. Visse e Versa de Ação Cênica, leva ao público um trabalho acessível em sua linguagem. A Caravana Teatral do Norte ao Nordeste é um projeto de circulação do grupo que conta com patrocínio do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2015 e do Governo Federal, através do Mistério da Cultura. A caravana está circulando desde outubro do ano passado, quando realizou apresentação única no município amazonense de Boca do Acre.

Espetáculo
Comédia Del’ Acre é um espetáculo composto de uma colcha de retalhos de várias histórias, onde a narrativa se apresenta num conjunto de elementos físicos e farsescos no contexto apresentado pelos atores neutros sem a si atribuir um personagem principal.

Assim, o espetáculo conta a história do teatro através dos tempos que se inicia, com um cortejo musico – teatral, saindo de um local para o outro, convidando e levando o público ao palco desta ação cênica.

Composto de ações físicas sustentadas pela musicalidade, o trabalho se desenrola a partir de Édipo Rei, tragédia grega, que se comunica com a lógica histórica do tempo das relações humanas, ao da comédia de Lisístrata em Greve do Sexo, trazendo em sua narrativa a violência contra a mulher.

Neste ponto, o espetáculo dá um salto histórico e passa para o drama de Romeu e Julieta que tem em sua linguagem o popular e uma ação cênica possível de se revelar pelo desafio da embolada, que leva Romeu e sua Julieta a um diálogo objetivo do nascimento do amor entre os dois até o declínio levado pelo ódio entre Capuletos e Montequios.

O Espetáculo segue com a farsa, se utilizando de máscaras para contextualizar o Teatro Moderno Brasileiro de Nelson Rodrigues em “Dorotéia”, que aborda de maneira cômica o feio como belo, onde o belo é pecado. O restante do espetáculo se pauta em trazer jogos dinâmicos, que se aceleram e desaceleram ao tratar da importância do homem como ser do espaço físico, tendo a terra como local para a vida e a morte, presentes nas peças teatrais “Morte e Vida Severina” e “Tributo a Chico Mendes.

O trabalho se utiliza da linguagem musical para fazer a costura entre as cenas e as várias histórias contadas explorando a linguagem própria do teatro de rua e da comédia, da farsa e da tragédia popular, tem linguagem acessível e veste uma roupagem popular sem perder a criticidade dos textos adaptados e nem suas formas poéticas, além de possuir características bastante peculiares no que diz respeito a tratar de assuntos relevantes, relacionados a questões tão presentes em nosso cotidiano, visando a compreensão da importância do Teatro na vida do ser humano, buscando criar um diálogo com moradores e transeuntes das comunidades que visita.

Apresentar um espetáculo de Rua, com adaptação a partir de textos com mais profundidade, de autores renomados da dramaturgia mundial, foi o que impulsionou o elenco a mergulhar na idéia de circular mostrando a produção teatral do Acre e sem pretensão, um pouco da trajetória do Teatro através dos tempos,que pode e deve ser difundida em qualquer comunidade.

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