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Condições precárias da BR-364 elevam em até 40% o custo de vida no Juruá

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BR 364

A viagem de Rio Branco a Cruzeiro do Sul, que deveria levar oito horas, é feita em até dois dias por caminhoneiros que abastecem as cidades do Juruá. O gasto adicional de combustível e os eventuais danos aos veículos estão computados no preço final do frete, que segundo os motoristas acabam majorados em 40% do valor original. E esse acréscimo é quase sempre repassado ao consumidor.

Além do tempo de viagem, os estragos causados pelas péssimas condições da rodovia são as principais reclamações dos motoristas de caminhões e carretas, muitos dos quais desistem de uma segunda viagem antes mesmo de concluírem a primeira.

É o caso de Estênio Pantoja da Silveira, natural do Mato Grosso, de onde partiu com um carregamento de grãos para abastecer o comércio da região. “Nunca mais ponho meu caminhão nesse lamaçal”, disse nesta terça-feira, 20, à reportagem do ac24horas. “O que vou receber a mais pelo transporte não paga os prejuízos”.

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Fabrício é testemunha de que muitos caminhoneiros não voltam ao Juruá

A recusa de Estênio em voltar ao Juruá é apenas um entre dezenas de exemplos testemunhados pelo frentista Fabrício Nascimentos, funcionário do posto de combustíveis Nova Cintra, localizado na Estrada da Variante, em Cruzeiro do Sul.

Na última Expojuruá, Fabrício ouviu de um caminhoneiro recém-chegado de Minas Gerais que ele não voltaria ao município nem que lhe dobrassem o valor cobrado pelo frete de produtos destinados à feira de exposições. “Toda semana tem gente que vem pra cá e se arrepende, graças às condições da BR. Esses não costumam voltar”, garante.

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Marcos Parente avalia os prejuízos: dois pneus rasgados pelas pedras

Marcos da Silva Parente transporta diesel de Porto Velho (RO) até a filial da Guascor do Brasil em Cruzeiro do Sul. Devido ao tempo gasto entre Sena Madureira e a região do Juruá, ele consegue fazer apenas três viagens por mês.

Parente afirma ter perdido dois pneus no último carreto. “Eles rasgaram nas pedras que o pessoal tá usando pra tapar os buracos da pista”, afirma. Os pneus foram descartados, mas os prejuízos são devidamente relacionados pela empresa, que orça o custo total dos gastos adicionais e os repassa para as futuras viagens.

Segundo o caminhoneiro, o valor do transporte de óleo diesel em um caminhão-tanque, entre Porto Velho e Cruzeiro do Sul, está avaliado atualmente em R$ 18 mil. Tudo devido às condições da BR-364. Estivesse a rodovia em bom estado, pelo mesmo percurso seriam cobrados R$ 10,8 mil.

Esforço para abastecer o comércio

A rodovia em que os sucessivos governos do PT investiram mais de R$ 2 bilhões ao longo de quase duas décadas (segundo cálculos de parlamentares da oposição), também é responsável pelos prejuízos acumulados pelos comerciantes de Cruzeiro do Sul.

Abastecer a cidade com produtos perecíveis é outro desafio para quem insiste em colocar nas prateleiras os hortifrúti cultivados no sudeste e sul do país.

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Mariano Melo deplora os prejuízos decorrentes do transporte de alimentos

Gerente há quatro anos de um dos maiores supermercados cruzeirenses, Mariano Melo contou ao ac24horas que está cansado de ver produtos irem pro lixo graças ao transbordo feito em Rio Branco. Como alguns caminhoneiros se negam a pegar a rodovia até Cruzeiro do Sul, os proprietários de supermercados da região precisam ter sua própria frota de caminhões para fazer o percurso.

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Frutas vindas do sudeste e sul do país em caixas de isopor

BR 364Frutas e legumes mais suscetíveis ao calor, como morango, brócolis e alface americana, precisam ser trazidos à região em embalagens de isopor. E as maçãs, quando chegam, nem sempre podem ser levadas às prateleiras. “A cada cinco caixas de maçãs que recebemos, uma vai pro lixo”, garante Melo, que calcula em R$ 30 mil as perdas mensais com hortifrúti.

Ele confirma que os fretes são majorados em 40% devido às condições de trafegabilidade da rodovia. “É preciso um grande esforço pra manter a cidade abastecida”, assegura.

A demora na entrega dos produtos é outro fator adverso com o qual os empresários do Juruá precisam lidar. Mariano Melo conta que, no final de 2015, o supermercado em que trabalha fez as compras para as festas de fim de ano, mas graças ao atraso no transporte, os caminhões só chegaram em janeiro de 2016, quando não havia mais demanda pelos produtos natalinos.

Esperança na recuperação da estrada

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Presidente da Associação Comercial, Assem Cameli diz ter esperança no Dnit

Ainda que o frete de cargas esteja inflacionado, e o tempo de locomoção entre a capital e Cruzeiro do Sul aumente na medida em que a estrada se deteriora, o presidente da Associação Comercial do Alto Juruá (Acaj), Assem Cameli, asseverou à reportagem que o transporte terrestre é preferível ao fluvial.

“O percurso que uma carreta faz em oito dias demora dois meses quando é feito por balsa”, diz ele.

Eis o motivo, portanto, que fez com os comerciantes do município trocassem as balsas pelos caminhões. O volume da demanda em Cruzeiro do Sul e nas cidades vizinhas obrigou-os à substituição.

E diante dessa nova realidade, a BR-364 se torna imprescindível. Resta a todos, conforme relatado por cada um dos entrevistados, a esperança de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) recupere a rodovia o quanto antes.

 

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Vereador chama decisão de Bocalom por volta às aulas de “inconsequente”

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O vereador eleito pelo PSB, Adailton Cruz, usou as redes sociais na tarde desta quarta-feira, 20, para pedir ao prefeito Tião Bocalom (Progressistas) que repense a volta às aulas, anunciada mais cedo, para dia 08 de fevereiro.

Pela manhã, a secretária municipal de Educação, Nabiha Bestene, anunciou a volta às aulas para cerca de 1.800 estudantes do 5º ano da rede municipal de ensino, já as crianças em fase de pré-escola e do 1º ao 4º ano permanecerão com o Ensino à Distância (EAD).

O parlamentar que também atua no sistema de saúde voltou a relembrar que apesar do início da imunização no Acre, o mundo ainda vive os efeitos da maior crise sanitária que a humanidade.

“São quase mil vidas perdidas em nosso estado, uma decisão desta, neste momento, sem imunidade rebanho, em período de pico, é no mínimo equivocada e inconsequente”, salientou.

Adailton alertou que apesar do Acre ter 41 mil doses do imunizante, a quantidade cobre, sequer, 20% da população. O parlamentar afirmou que caso o prefeito insista na ideia acionará todos os meios possíveis para impedir a volta às aulas.

“Ainda que seja, não traz, nos próximos 40 dias qualquer segurança, aos alunos, servidores, professores e familiares. Se persistir, iremos usar todos os meios legais para garantir a devida segurança, a todos”, escreveu.

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Vacinação contra Covid-19 pode iniciar já na próxima terça no Acre, diz Gladson

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O governador Gladson Cameli informou na tarde deste domingo, 17, enquanto se dirigia ao Aeroporto de Rio Branco para viajar em São Paulo, para buscar o primeiro lote de vacina contra a Covid-19, que caso as doses cheguem no Acre na segunda-feira, 18, a campanha de imunização deve iniciar já na terça-feira, 19.

“Se eu conseguir trazer essas doses já na segunda, eu já começo a vacinar já no outro dia. Não tenha dúvida. Estou correndo contra o tempo”, disse Cameli, revelando que neste primeiro lote deve chegar ao Acre entre 30 mil a 60 mil doses.

Uma solenidade será realizada nesta segunda-feira, 18, em São Paulo. O presidente da república, Jair Bolsonaro, entrou em contato com Cameli e demais governadores para uma solenidade na capital paulista.

Como a Coronavac, vacina do Instituto Butantan, é a única substância disponível em solo brasileiro, esta será distribuída aos governos primeiramente.

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Mesa diretora é eleita com N.Lima presidente, Michelle Melo vice e Antônio Morais 1º secretário

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Como já era esperado, o vereador reeleito N. Lima (Progressista) foi escolhido pela maioria dos votos como presidente da Câmara Municipal de Rio Branco pelos próximos dois anos. Lima surpreendeu nos bastidores da política e conseguiu o apoio de 11 parlamentares e com isso foi escolhido presidente da Câmara nesta sexta-feira, 1º de janeiro, logo após ser empossado.

A vice-presidente escolhida foi a vereadora Michelle Melo (PDT), com 12 votos. O 1° secretário eleito foi o vereador Antônio Morais, com 12 votos. O 2° secretário escolhido foi Hildegard Pascoal, com 12 votos. E o suplente ficou com Ismael Machado, com 13 votos.

Entenda

As articulações para a escolha de Nogueira Lima, de 65 anos, para o comando da Casa passou por altos e baixos devido ele ter se lançado candidato sem consultar o partido, pois a cúpula do PP tinha o interesse velado que Samir Bestene, filho do deputado estadual José Bestene, fosse o candidato, porém a possibilidade foi inviabilizada com o passar dos dias.

Com o prefeito eleito Tião Bocalom, do mesmo partido de Lima, abrindo mão publicamente de influenciar na escolha do comando do Parlamento, coube ao governador Gladson Cameli, por meio de emissários, entrar na disputa interna para que se chegasse a um consenso em torno de uma presidência sob o comando do PP. O ex-deputado Moisés Diniz foi escalado para intermediar as conversas que fecharam apoio a N.Lima.

Mesmo N.Lima conseguindo a maioria do apoio no parlamento, o vereador Emerson Jarude (MDB) manteve sua candidatura a presidência da casa.

Declararam apoio a N, Lima os vereadores eleitos Rutênio Sá, Samir Bestene, Adailton Cruz, Raimundo Nenem, Ismael Machado, Hildegard Pascoal, Michele Melo, Antônio Morais, Joaquim Florêncio, Fábio Araújo e Pastor Arnaldo Barros.

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Com mais de 15 mil pessoas afetadas pela enchente, rio Tarauacá continua apresentando vazante

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As águas do Rio Tarauacá, que banham o município de Tarauacá, continuam dando sinais de vazantes. Uma medição realizada pelo Corpo de Bombeiros do Acre, na régua que localiza em uma das pilastras de sustentação da ponte, às 16 horas, da tarde desta quarta-feira, 30 , aponta uma diminuição de 0,40m.

Pela manhã, desta quarta-feira, 30, o rio estava em 10,50m, sendo que a cota de alerta é de 8,40m. Segundo o Corpo de Bombeiro, às 16 horas, o rio se encontrava com 10,10m, com diminuição de 0,40m em seis horas.

Da tarde de segunda-feira até o início da noite desta terça-feira, 29, as medições apontavam uma estabilidade em que o nível se mantinha em 10,60m.

Segundo o Major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros do Acre (CBMAC), a previsão é que diminua nas próximas horas.

Pelo menos 4,9 mil casas foram atingidas pelas águas do manancial em quatro bairros: Centro, Senador Pompeu, Flores e Triângulo. São pelo menos 15 mil pessoas nesses bairros atingidos. A enchente desabrigou 87 pessoas que foram levadas para duas escolas da cidade.

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