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PSDB e PSD brigam para compor mesa diretora da Câmara Municipal com a FPA

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Caso não haja recuo de nenhum dos lados, a disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rio Branco poderá contar com uma briga insólita: PSDB e PSD disputando o cargo de vice-presidente em uma composição com a Frente Popular do Acre.

Enquanto a executiva municipal tucana afirma que vai tratar a questão ligada ao vereador Clézio Moreira com profundidade, o PSD liberou a vereadora Lene Petecão para a disputa. Com cinco nomes, entre eles o vereador mais votado: Roberto Duarte (PMDB), a oposição sequer cogita a possibilidade de lançar chapa própria. No cenário, a situação pode sair rachada com uma segunda chapa encabeçada pelo atual presidente Artêmio Costa (PSB).

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“Eu lancei meu nome com a visão de fortalecimento das políticas públicas voltadas para as mulheres. Já pensou uma mesa formada apenas por homens, nós perdemos três assentos femininos na Casa. O PSD me liberou sem nenhum problema porque somos oposição” comentou Lene.

Mesma visão não tem a executiva municipal do PSDB. Segundo o presidente Paulo Clein, o partido vai tratar o assunto com profundidade até a próxima sexta-feira (4). Sem adiantar nenhuma decisão antes da manifestação do colegiado, Clein deu sua opinião pessoal com relação ao vereador Clézio Moreira.

“É um político sem diálogo e de posição muito fechada, ele tratou o assunto de forma muito superficial, mas sabe que o partido terá sua decisão sobre isso”, disse Clein.

Procurado, o vereador Clézio Moreira afirmou que recebeu um convite pessoal do vereador e pastor Manoel Marcos em sua residência. Ao contrário do que informou a executiva municipal, Moreira disse que já comunicou o PSDB sobre sua decisão.

“O Célio a princípio era o candidato, mas depois comuniquei sobre o convite recebido e a partir daí tenho mantido minha postura, não me articulei mais, creio que a oposição precisa ser contemplada na eleição da Mesa”, disse Moreira.

Ao contrário de Lene Petecão, o tucano tem a preferência da Frente Popular para compor ao lado do vereador e pastor Manoel Marcus (PRB), este último, figura como ungido pela prefeitura de Rio Branco para a presidência em uma articulação que fortalece os partidos nanicos, donos de uma expressiva bancada para a próxima legislatura.

O nome de Lene Petecão teria sido rifado da vaga de vice por ela ser muito “polêmica” revelou um vereador da base do prefeito Marcus Alexandre, que participou das reuniões sobre a composição da nova Mesa Diretora. Ele pediu para não ter seu nome revelado.

Já a reeleição do atual presidente Artêmio Costa, comenta-se a boca miúda, ficou prejudicada pela aprovação do projeto de lei do fundo de reserva que impede a devolução da sobra de recursos para os cofres do município. A mesma lei autoriza o gasto desses recursos com a estrutura do prédio – que é alugado – e na formação de vereadores, assessores e servidores como pagamento de diárias que movimentou mais de meio milhão de reais esse ano.

Embora os dois vereadores tratem a questão como normal, a postura vem sendo repudiada pelas redes sociais e no chamado “núcleo duro da oposição no Acre”. Antes de ganhar no voto a disputa com Lene Petecão, Clézio vai ter que convencer os caciques tucanos, entre eles o deputado federal Major Rocha (PSDB-AC), de que a sua decisão não compromete o discurso de “verdadeira oposição” pregado pelo PSDB em todo o estado.

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