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Produtor de Feijó descarta possibilidade de contaminação do açaí e enfatiza higienização

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Produtor Mateus, deputado Jenilson Leite e o vereador Tarcisio

O jovem empresário Mateus, proprietário da República do Açaí, em Feijó, descreveu o processo de produção da bebida que tem gerado polêmica e temor em relação ao seu consumo pela população. Isso porque foram divulgadas algumas notas da Secretaria Estadual de Saúde, relacionando o consumo do açaí de Feijó, com a infecção da Doença de Chagas. Mateus garante que a maneira como é produzida a bebida pelos produtores da região afasta qualquer possibilidade de contaminação.

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O deputado estadual Jenilson Leite (PC do B), que também é médico infectologista, concordou com as explicações dadas pelo produtor. “ Toda essa conversa de que o açaí poderia estar infectando pessoas com a Doença de Chagas fez com que eu viesse ouvir os produtores aqui, em Feijó, para garantir e dar tranquilidade à população de que está consumindo um açaí de qualidade,” disse o deputado.

O processo de higienização do açaí

Mateus explicou que com toda a desconfiança gerada pelas informações divulgadas a SEAPROF ministrou um curso aos produtores da região.

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República do Açai, maior produtor de Feijó

“Aprendemos as boas práticas que nos serviram para aprimorarmos ainda mais a qualidade da nossa produção. Mas, na realidade, a maioria dessas práticas a gente já vinha fazendo, sempre passando a confiança aos nossos clientes de consumir um açaí higienizado,” afirmou.

Acompanhe o passo a passo descrito por Mateus da produção do açaí de Feijó:

“Nós fazemos o processo seletivo do açaí desde a mata até chegar na indústria para eliminar todo tipo de fezes de pequenos insetos, protozoários, besouros, formigas e lagartas que possam estar nos cachos que são cortados e limpos antes de serem transportados.  Chegando da mata é processado na esteira onde tiramos todos os resíduos para eliminar qualquer tipo de bactéria. Então é mergulhado na água hipocloritada (água sanitária) onde fica de molho por 30 minutos. Em seguida é lavado novamente em jatos ferventes a 80 graus Celsius de temperatura. Dali vai para água fria para normalizar a temperatura do produto e evitar que possa azedar. Posteriormente é processado em máquinas para ser bem higienizado para só depois chegar à mesa do consumidor,” descreveu o produtor.

Palavra de confiança

O médico infectologista e parlamentar argumentou depois de ouvir a narrativa do produtor: “As duas principais formas de transmissão da Doença de Chagas são pela picada do barbeiro ou quando o inseto transmissor é triturado junto com qualquer alimento que esteja sendo produzido. Ao passar por todo esse processo descrito pelo Mateus temos a segurança de retirarmos qualquer besouro ou outras formas de vidas parasitarias que possam causar doença nas pessoas. Então o açaí de Feijó que teve a sua imagem prejudicada pode ser consumido com segurança,” garantiu Jenilson Leite.

Mais ações para tranquilizar

O fato é que os casos de Doença de Chagas comprovados em alguns membros de uma família do município podem ser isolados e não necessariamente causados pelo consumo de açaí, segundo o que me falou o vereador de Feijó, Tarcísio (PC do B). “O prejuízo só não foi maior, causado por essa divulgação precipitada, para a produção e renda das centenas de famílias que vivem do açaí porque isso aconteceu em época de baixa estação da cadeia produtiva,” explicou.

O deputado Jenilson pretende fazer um inquérito epidemiológico em parte da população de Feijó para saber se existem outros casos da doença e a maneira como aconteceram as contaminações. Por essa amostragem poderá ser identificado a presença do barbeiro e do parasita trypanosoma cruzi na região.

Outra ação do parlamentar que está prevista é a criação de um selo de qualidade para o açaí de Feijó que será concedido aos produtores que utilizarem as boas práticas de produção. Serão feitas análises em laboratórios especializados para garantir ao consumidor a qualidade e a segurança do açaí regional.

 

 

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