Menu

Nova Previdência Social pode incluir regra de transição

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O presidente da República, Michel Temer, declarou nesta quarta-feira (5), em entrevista à TV Bandeirantes, que a proposta de reforma da Previdência Social que o governo enviará ao Congresso Nacional poderá incluir uma regra de transição. Conforme explicou o presidente, essa regra poderia prever tempo a mais de contribuição pela pessoa interessada em se aposentar.

Inicialmente, o governo pretendia enviar o projeto de reforma antes do primeiro turno das eleições municipais deste ano. Diante da pressão de partidos aliados e de centrais sindicais, o Palácio do Planalto decidiu adiar a apresentação da proposta, que ainda não tem uma data oficial para ser enviada.

Anúncio

“Estamos montando uma reforma da Previdência que seja efetiva par o futuro, mas suave para quem está ainda trabalhando. Posso até antecipar alguma coisa que já foi debatida. Talvez tenhamos uma necessidade de transição. Por exemplo, a pessoa que tem [faltam] cinco anos para aposentar, vai ter que trabalhar mais dois meses [além do previsto], a pessoa que ainda tem 20 anos, vai trabalhar mais um ou dois anos”, afirmou Temer.

Atualmente, está em vigor a chamada “Fórmula 85/95”, na qual está prevista a regra de que a mulher só pode se aposentar quando a soma da idade dela mais o tempo de contribuição é igual ou superior a 85. No caso dos homens, esse resultado precisa ser igual ou superior a 95.

O próprio presidente, porém, já disse ser “importante” que, na proposta de reforma da Previdência, esteja prevista uma idade mínima para aposentadoria. Conforme a TV Globo, essa idade será de 65 anos tanto para homens quanto para mulheres.

Rombo
Conforme a proposta de Orçamento de 2017, enviada pelo governo ao Congresso em agosto deste ano, o Executivo prevê que as contas da Previdência Social registrarão déficit superior a R$ 180 bilhões, o equivalente a 2,7% do PIB.

Segundo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, esses dados mostram que, se não houver a reforma da Previdência, não haverá garantias de que as aposentadorias serão pagas.

“Haverá, sim, um dado momento em que o aposentado vai bater às portas do poder público, que não terá como pagar [as aposentadorias]. Mas quero dizer que não vamos, por exemplo, afetar ou alterar direitos já consolidados, os chamados direitos adquiridos. Vamos preservar isso”, declarou o presidente Michel Temer nesta terça à Band.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.