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Quatro candidatos querem entrar para história política de Porto Acre, a famosa terra de Galvez

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Da cenas fictícias da Minissérie de Galvez à realidade nua e crua
de uma cidade abandonada pelo poder público. Porto Acre sofre
com cinco regionais para ser administradas

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A histórica cidade de Porto Acre palco das batalhas mais sangrentas da Revolução Acreana e que tem como prefeito, Carlinhos Portela, atual presidente da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), tem quatro candidatos concorrendo ao cargo máximo do executivo. Portela foi o primeiro prefeito do PSDB a renunciar o direito de reeleição, em maio de 2015. Em entrevista ao ac24horas, após assumir a cadeira de presidente da AMAC no lugar do prefeito da capital, Marcus Alexandre, o tucano ao apontar o quadro de grave recessão econômica, diminuição de receitas e a crescente demanda social e de controle externo, como elementos complicadores para a carreira de prefeito desaconselhou amigos a concorrer ao cargo. “O administrador hoje não consegue cumprir a lei de responsabilidade fiscal”, acrescentou.

Mas tem gente que quer sentar na cadeira que será deixada por Portela. O vereador Abílio Rodrigues Barbosa Neto, eleito pelo PMDB, rachou com o grupo de oposição e apresentou candidatura solo à prefeitura. Aos 49 anos, com patrimônio de R$ 400 mil, Abílio é agricultor, tem ensino fundamental completo e é casado.

Bené Damasceno, o Bené, é o candidato que conta com a benção do Palácio Rio Branco. Em sua convenção, o governador Sebastião Viana criticou até o petista Zé Maria, para demonstrar apoio ao grupo de Bené e seu vice, Augusto Aquino. Filiado ao PROS partido conduzido com as mãos do governador, a aliança União e Reconstrução apresenta-se ainda com os partidos PV, PCdoB, PSB, PDT. Em 2012 Bené foi candidato a prefeito e não se elegeu. Natural de Tarauacá, com ensino médio incompleto, ele declarou patrimônio de R$ 172 mil.

Daniel Nogueira da Silva, o Daniel, é o candidato que recebe a benção do senador Gladson Cameli, pelo PP. Ex-vereador, aos 43 anos, é suplente de deputado estadual pelo DEM, partido que ele deixou para ser candidato a prefeito no grupo progressista. O vice de Daniel é do PSDB, o Barãozinho, com o slogan: “amigos, juntos para vencer” eles reuniram além do PP e PSDB, mais doze partidos. A maior coligação da história de Porto Acre não conta apenas com o PMDB. Natural de Rio Branco, casado, o comerciante Daniel declarou patrimônio de R$ 80 mil.

José Maria Rodrigues, o Zé Maria, é o candidato do PT sem apoio do Palácio Rio Branco. Zé Maria já foi prefeito de Porto Acre, deixou o cargo em meio a escândalos por improbidade administrativa. Está sendo investigado pelo Ministério Público por um possível desvio de verba da Saúde, que pode ter chegado a R$ 2,2 milhões em 2012. Mineiro, de Atalaia, tem como vice a professora Wilma. Mesmo já tendo sido prefeito, Zé Maria foi quem apresentou o menor patrimônio, avaliado em R$ 32 mil.

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Desafios
Descentralização administrativa é o maior gargalo para o futuro prefeito

Hoje, a cidade é apenas memórias do que foi no passado, com apenas 1.841 habitantes vivendo no núcleo urbano, cerca de 13% da população do município, a cidade foi descentralizada, e sofre com a criação de outras quatro sedes, duas delas na região da AC 90 que compreende as Vilas do V e Vila do Incra, parte da zona rural de Porto Acre, onde a agropecuária é um setor forte e onde boa parte da população vive. Com o crescimento populacional, o município tem ainda as Vilas Caquetá e a região de Tocantins, como desafios administrativos.

Os candidatos costumam dizer que precisam representar cinco cidades. Dentro do perímetro rural existem ainda nove projetos de assentamentos do INCRA: PA Caquetá, PA Porto Acre, parte do PA Alonso, PA Espinhara II, PA Tocantins, PAE Barreiro, PAD Humaitá, PDS Nova Esperança e PE Polo Leiteiro de Porto Acre, eles limitam-se ao norte com o Amazonas, ao sul com os municípios de Bujari e Rio Branco, a leste com o município de Rio Branco e a oeste com o município de Bujari.

O principal acesso ao município é por via terrestre, pela antiga rodovia estadual AC 010, construída no governo de Nabor Junior e que liga a capital Rio Branco à sede do município, num trajeto de cerca de 58 km. Outro meio de chegar à sede do município é por meio fluvial, pelo Rio Acre, que corta o município.

Turismo – Porto Acre foi sede de uma das cidades cenográficas da minissérie “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, da escritora Glória Perez, que contou a história do Acre. As gravações realizadas em 2006, movimentaram a sede do município. O turismo ambiental tem o Seringal Bom Destino como principal atração,

O Seringal Bom Destino, nos áureos tempos do primeiro ciclo da borracha, se destacou como grande exportador da mais valiosa matéria-prima da Amazônia. Durante a Revolução funcionou como Quartel General para os brasileiros que lutavam contra as tropas do exército regular boliviano e pela anexação do Acre ao Brasil. Ainda hoje guarda importante patrimônio histórico e arquitetônico: Chalé do Proprietário (Museu), Chalé do Gerente, Museu, Trincheiras e um pequeno Cemitério.

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