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Rocha solicita ao MJ que autorize PF a investigá-lo no Estado do Acre

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Na tarde desta terça-feira, 20, o deputado federal Major Rocha (PSDB-AC) esteve no Ministério da Justiça, onde solicitou, oficialmente, ao Secretário Executivo do Ministério da Justiça, Dr. José Levi , que determine à Polícia Federal conduzir as investigações referentes à Operação Êxodo, de forma a que seja garantida a isenção necessária.

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Em documento entregue ao MJ, Rocha alertou que esta não é a primeira vez que tem seu nome envolvido em suspeitas de crimes. “O governo petista, no Acre, usa sua máquina para tentar destruir a minha reputação, sendo, portanto, compreensível o temor quanto à isenção da Polícia Civil”. O parlamentar tucano, desde seu primeiro mandato como deputado estadual, tem sido ferrenho opositor dos Governos petistas, seja em âmbito Nacional, Estadual ou Municipal. “Resta claro que lanço dúvidas sobre a necessária isenção da Polícia Civil do Acre para conduzir as investigações sobre minha suposta participação e apoiamento ao crime organizado”.

Em janeiro deste ano, os delegados da Polícia Civil do Acre tiveram reajuste salarial, sendo a única categoria a entrar em acordo com o Governo do Estado. Profissionais de saúde anunciaram greve para outubro, enquanto a Educação passou meses em greve.

Rocha apresentou ao Ministério questionamentos referentes à Operação Êxodo, que buscava desarticular o “Crime Organizado no Estado do Acre”. Confira trecho do documento:

No decorrer da operação, uma ex-funcionária do meu gabinete foi detida, acusada de pertencer à facção criminosa “Comando Vermelho”. Pois bem, a partir de tal prisão, meu nome foi lançado à mídia com insinuações de que pertenceria, e financiaria, através do salário de R$ 2.000,00 pago àquela servidora, o crime organizado no Estado.
Ocorre, Senhor Ministro, que a operação nominada foi cercada de incongruências, senão vejamos:

Esta operação de inteligência, estava em curso há mais de um ano, e, ainda assim, foi incapaz de impedir os ataques de criminosos, por todo Acre, causando prejuízos e mortes da população civil, indefesa.
A operação apontou o envolvimento de pessoas com tráficos de armas e drogas e não apresentou nenhum trecho de interceptação telefônica, fotos ou qualquer outra forma de comunicação. Nada que aponte para a minha participação no auxílio ao crime organizado.
A cúpula da Polícia Civil argumentou que a facção criminosa se utiliza da organização de bingos, ou outros eventos assemelhados, para financiar suas atividades criminosas.
A estranha “coincidência” da espalhafatosa apresentação da minha ex-assessora ser feita no mesmo dia em que estava marcada a visita de membros da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, para investigar os atentados praticados por criminosos no Estado.

“Entendo que o meu mandato é baseado na confiança que os eleitores acreanos depositam em mim. Dessa forma, suspeitas sérias como as manejadas pela Polícia Civil do Acre têm o condão de lançar uma sombra de desconfiança sobre mim, que sempre me pautei pelo combate ao crime e pela manutenção da ordem pública, tanto como oficial da Polícia Militar do Acre, como parlamentar estadual e, agora, como Parlamentar Federal”, destacou Rocha.

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