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Acre registra aumento no número de homicídios em dez anos, diz estudo

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgaram os resultados do Atlas da Violência 2016. Ao todo, três estados do Norte apresentaram aumento de 100% no número de homicídios de 2004 a 2014. O Amazonas teve o maior aumento, totalizando 134,4%, seguido por Acre 101,7% e Pará 126,5%.

Enquanto seis unidades federativas sofreram aumento nesse indicador superior a 100%, oito estados tiveram aumento entre 50% e 100%, cinco estados sofreram aumento de até 50% e oito unidades federativas tiveram diminuição das taxas de homicídios, como Rondônia (-14,1%), São Paulo (-52,4%) e Mato Grosso do Sul (-7,7%).

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Segundo o atlas, no Acre, os números saltaram de 115 mortes em 2004 para 232 em 2014. Em comparação apenas com 2013, houve uma queda de 3,7% na quantidade de mortes. Naquele ano, houve o registro de 241 homicídios.
Mortes de policiais em serviço entre 2013 e 2014 no estado, foram duas em cada ano. O levantamento mostra que nenhum policial foi morto fora de serviço.

O Acre também registrou um aumento de 49,3% no número jovens, na faixa entre 15 e 29 anos, mortos durante a década pesquisada. A quantidade saltou de 75 em 2004 para 112 em 2014, ano em que foi contabilizada uma taxa de 50 assassinatos a cada 100 mil habitantes.

Houve ainda, segundo a pesquisa, aumento de 115,8% no estado nos casos de mortes por arma de fogo no período pesquisado. Apenas em 2014, último ano contabilizado, o estado registrou 123 homicídios nessas circunstâncias.
Cerca de 10% de todos os homicídios no mundo, em 2014, ocorreram no Brasil. Em números absolutos, foram 59,6 mil assassinatos, o que coloca o Brasil como campeão de mortes por homicídio.

Morte de negros
Entre 2004 e 2014, o estudo mostra que houve alta na taxa de homicídio de afrodescendentes (+18,2%) e diminuição no número de homicídios de outros indivíduos que não de cor preta ou parda (-14,6%). Em 2014, para cada não negro assassinado, morreram 2,4 indivíduos negros.

No Acre, por exemplo, teve um crescimento de 94,4% na quantidade de homicídios de pessoas negras na década. Apenas em 2014, o estado registrou uma taxa de 31,4 mortes de negros a cada 100 mil habitantes.

O local que liderou o ranking no quesito foi Alagoas, com taxa de 82,5 por 100 mil habitantes negros. Já Santa Catarina, por sua vez, registrou o menor índice, 15,2.

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