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Irresponsabilidade Fiscal

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Qualquer chefe “ou chefa” de família, independente do seu grau de instrução, por experiências próprias e/ou alheias, tem claro que não pode gastar mais do que ganha, menos ainda, de forma continuada e crescente, posto que, em assim procedendo, o desastre será inevitável.

Com o Estado, dá-se o mesmo. Ou seja: esgotado sua capacidade de endividamento, impossibilitado de criar novos tributos e não mais podendo por as maquinetas de fabricar dinheiro em funcionamento, resta-lhes tão somente cortar suas despesas. Do contrário, estabelece-se o desajuste fiscal, e a partir então, suas perversas conseqüências.

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Verdade seja dita: nossas atuais crises não surgiram por geração espontânea e nem acidentalmente. Há décadas elas já vinham sendo anunciadas. Portanto, estamos colhendo os frutos de uma má semeadora. Como plantamos ventos, restou-nos colher tempestades.

O Estado brasileiro, em todos os seus níveis “federal, estadual e municipal”, em razão de suas irresponsabilidades fiscais, cada vez mais, menos vem cumprindo com seus mais elementares deveres, inclusive àqueles determinados na nossa própria constituição. Vide a desastrosa situação em que se encontra a educação, a saúde e a segurança pública do nosso país, justamente o tripé que melhor se presta para identificar a grau de evolução econômica e social de todo e qualquer país.

O Estado todo poderoso, provedor de tudo, de todos e por todo tempo, jamais existiu e nem existirá. Ainda assim, feito um fantasma, ele invariavelmente ressurge em todas nossas campanhas eleitorais, a exemplo do que aconteceu na recente disputa presidencial e muito provavelmente, ressurgirá nas eleições municipais que se avizinha.

As crises que estão aí, gravíssimas, diga-se de passagem, jamais serão superadas enquanto os interesses partidários continuarem se sobrepondo os superiores interesses do nosso país. Em tempo: qualquer democracia que disponha de uma estrutura partidária, nos moldes da nossa, anárquica e corrupta, antes de qualquer coisa, precisa lançá-la na lixeira de nossa história, até porque, nossa irresponsabilidade fiscal sempre esteve associada à má qualidade da nossa representação política, mormente, dos nossos partidos políticos.

Das duas, uma: ou o Estado brasileiro passa a cortar na sua própria carne, e profundamente, ou o desequilíbrio de nossas contas não levará ao caos. Ou seja: sem reformar a nossa previdência social, cujos déficits bilionários já atingiram ao clímax, e sem um rígido controle nos nossos programas sociais, só nos restará esperar pelo pior.

Como cortar despesas públicas no meio de uma crise política de proporções gigantesca é uma tarefa ainda mais gigantesca, ou os nossos representantes políticos passam a entender que o pior precisa ser evitado ou o pior acontecerá.

Narciso Mendes de Assis é engenheiro civil, empresário da construção civil de das comunicações e já ocupou mandatos de deputado estadual e federal. Hoje se dedica as suas empresas de comunicação. Atualmente dirige o jornal O Rio Branco, o mais antigo do Acre.

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