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Opinião: abaixo às máscaras

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Para tanto, e em primeiro lugar, torna-se necessário . que o Estado brasileiro retire suas próprias máscaras

Narciso Mendes

Anúncio

NARCISO_100Nas palavras, ora faladas ora escritas, de pessoas tidas e havidas como possuidoras de elevadíssimos graus de conhecimento a cerca de determinados assuntos, em particular, como devesse ser o comportamento do Estado brasileiro, e em todos os seus níveis, enquanto uns defendem que o nosso Estado deva ser máximo e outros defendem que deva ser mínimo, pouco ouvimos falar sobre o que verdadeiramente nos interessa, no caso, o que precisa ser feito para que tenhamos um Estado eficiente.

Recentemente, num dos artigos publicado no jornal Folha de S. Paulo, e de autoria do experiente e renomado jornalista Elio Gaspari, pelo menos uma coisa ele deixou perfeitamente esclarecido: as expressões, “máxima” e “mínima”, são absolutamente inadequadas, chegando a serem contraditórias, ao sugerirem quais devam ser as dimensões e o peso do Estado brasileiro.

No referido artigo o citado jornalista se reportou as recentes manifestações populares, ou mais precisamente, ao vandalismo que vêem desafiando a nossa segurança pública, particularmente, nos grandes centros do nosso país, e o mais grave, com tendência de se espraiar por todos os seus cantos e recantos, caso não venha ser dado um basta na má índole dos seus patrocinadores, começando, é claro, por responsabilizar a omissão do Estado brasileiro, justamente a quem compete garantir a ordem pública.

. Quanta contradição! Até porque, na hora de se mostrar forte para ser eficiente, nosso Estado se mostra fraco e covarde e, portanto, ineficiente. Senão, vejamos o que diz a nossa constituição federal, e em duas de suas cláusulas pétreas;

Artigo 5º, IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vetado o anonimato.

Artigo 5º, XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio viso à autoridade competente.

Quando uns bandos de mascarados invadem nossas ruas, munidos das armas que lhes são disponibilizadas, e a partir de então, saem depredando o patrimônio público e/ou privado, e ainda por cima, pondo em risco a integridade física das pessoas que nada tem a ver com as causas que dizem defender, e nada lhes acontece, a primeira máscara a ser retirada vem ser a do nosso próprio Estado.

Por fim: é em razão da covardia, e quem sabe até, da conveniência política dos nossos governantes, que o Estado brasileiro se mostra forte quando deveria ser fraco e se mostra fraco quando deveria ser forte, neste caso, para satisfação dos Black Blocos, justamente por sê-los, os “abre alas” dos movimentos baderneiros.

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