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Descaso: atraso na entrega de medicação agrava doença de paciente do SUS no Acre

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Um paciente do sistema público de saúde denunciou, nesta quarta-feira, 13, que o governo do Acre não está repassando, aos portadores da Hepatite B, o medicamento Interferon, utilizado para o controle dos sintomas da doença. O paciente vive em Cruzeiro do Sul (AC), cidade distante pouco mais de 600 quilômetros da capital do estado, e já está há dois meses sem receber o medicamento.

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Elidevaldo Nascimento Monteiro, de 33 anos, contou que a última vez que teve acesso ao material foi no fim do ano passado, há cerca de dois meses. Por conta disso, o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) relata que por causa da falta dos remédios passou a enfrentar sérios problemas de saúde. Com dores, ele fica acamado quase que por todo o dia.

“Essa não é a primeira vez que falta o medicamento. Da última vez chegamos a fazer contato pessoalmente com o secretário de Saúde, em Rio Branco, foi quando entregaram o remédio, mas agra, tudo tá acontecendo de novo, e as dores que sinto são fortes e até chego a ficar de cama. Meu apelo é que olhem por mim e entreguem essa medicação, porque eu preciso”, reclama Elidevaldo.

A hepatite é a inflamação do fígado, causada por cinco vírus diferentes e que nem sempre apresenta sintomas. Os tipos B e C são a causa mais comum de cirrose hepática e câncer de fígado. Atualmente, para todos os tipos da doença, o tratamento é com feito com antivirais, basicamente o interferon e a ribavirina, com duração de 48 semanas, contudo, no caso de Elidevaldo, o tratamento tem sido interrompido.

O fato é que, em alguns casos, esses medicamentos podem ser combinados com inibidores de protease, que tem muitos efeitos colaterais e cura cerca de 50% a 70% das pessoas infectadas. Meu marido “teme muito pela vida dele, pois já viu amigos morrerem assim, tomando a medicação, aí faltava, e quando chegava a reação era forte, enfim. Isso desgasta muito o fígado, que já é debilitado, e leva a pessoa ao desespero”, diz a esposa, a dona de casa Ediléia Monteiro.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), o problema realmente existia, contudo, ainda ontem, dia 13, o medicamento foi encaminhado a Cruzeiro do Sul (AC), onde deverá ser retirado pelo paciente, como nas demais vezes. A Sesacre não comentou o fato de a pausa no tratamento prejudicar o quadro de saúde de Elidevaldo.

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