Conecte-se agora

Criado em 1962, o Fronteira é o maior vencedor do futebol de Plácido de Castro

Publicado

em

Fundado em 1962, pelo paraense Wilson Paula da Pena, o Esporte Clube Fronteira é o maior ganhador de títulos do futebol de Plácido de Castro, município acreano situado a 90 quilômetros da capital Rio Branco. Ninguém na cidade sabe dizer ao certo quantos são os triunfos. Não existe registro escrito algum no que diz respeito a isso. Mas a voz corrente é a de que nenhum outro time venceu tantas vezes.

Vanilson Jr., Vanilson, Juca, Lalu e Dedé, em frente ao espaço Wilson Pena

Vanilson Jr., Vanilson, Juca, Lalu e Dedé, em frente ao espaço Wilson Pena

Wilson Paula da Pena, o homem que levou à frente a iniciativa de fundação do time alvirrubro de Plácido de Castro, era um paraense de Belém apaixonado por futebol, que defendeu as cores do Paysandu na década de 1930. Ao migrar com a família para o interior do Acre, para tomar conta de um seringal, não deixou a paixão para trás. E assim, tão logo pode se mudar para a cidade, tratou logo de criar o time.

Revista_Federação_de_Futebol_Acre_2015_16O amor de Wilson Paula da Pena pela bola, que o fazia gastar tudo o que ganhava para manter o Fronteira em atividade, não passou ao largo dos seus descendentes. Tanto que dois dos seus filhos, Lalu e Dedé (décadas de 1970 e 1980), respectivamente zagueiro central e atacante, bem como o seu neto (filho de Dedé), o também atacante Vanilson (anos 1990), brilharam com a camisa da referida equipe.

Fronteira - 1987 . Em pé, da esquerda para a direita: Juca, Gutemberg, Passarinho, Luiz Gonzaga, Adaildo, Dedé e Abimael. Agachados: Antônio, Soldado, Nilton, Zé Cigarra e Souza. Acervo: Wilson Pena

Fronteira – 1987 . Em pé, da esquerda para a direita: Juca, Gutemberg, Passarinho, Luiz Gonzaga, Adaildo, Dedé e Abimael. Agachados: Antônio, Soldado, Nilton, Zé Cigarra e Souza. Acervo: Wilson Pena

Falecido aos 92 anos, em 2009, Wilson Pena deixou a cargo dos seus descendentes manterem acesa a chama da sua paixão. “Infelizmente”, no dizer do neto Vanilson, “hoje as coisas estão muito difíceis, com o preço do material esportivo caríssimo, e nós paramos momentaneamente com o futebol do Fronteira. Mas registre aí que fomos campeões do último torneio que disputamos, em 2013, no Quinari”.

O Fronteira pelos seus personagens

Fronteira - 1993. Em pé, da esquerda para a direita: Flávio, Alexandre, Nonato Dantas, Carlinhos, Tonho Fontenele, Raimundinho, Vanilson, Amarildo e Betão. Agachados: Elson, Jorge, Régio, Cezinha, Carlos, Souza, Abimael e Zé Vital. Aceervo: Wilson Pena

Fronteira – 1993. Em pé, da esquerda para a direita: Flávio, Alexandre, Nonato Dantas, Carlinhos, Tonho Fontenele, Raimundinho, Vanilson, Amarildo e Betão. Agachados: Elson, Jorge, Régio, Cezinha, Carlos, Souza, Abimael e Zé Vital. Aceervo: Wilson Pena

O ex-zagueiro Lalu chega a encher os olhos de lágrimas ao lembrar do pai Wilson. De acordo com ele, “as duas coisas mais importantes para ele [Wilson] era a família e o Fronteira. Ele nos ensinou a amar tanto o nosso time. E jamais deixou que nós jogássemos por qualquer outro time local. No nosso tempo, jogar pelo Fronteira era obrigação. E a vitória era questão de honra. A gente tinha que dar o sangue”.

O ex-atacante Dedé, cujo apelido na cidade nos seus tempos de bola era “Pelé branco”, além de também exaltar a memória do pai, gosta de falar das suas proezas dentro do campo de jogo. “Eu nunca me preocupei em contar os meus gols. Mas foram centenas, talvez até mais de mil. E o único zagueiro que me dava trabalho se chamava Ferreti. Quando a gente se encontrava, dava uma boa briga”, disse divertido.

O atacante Vanilson vestindo a camisa do Vasco-AC em 1999. Foto: Manoel Façanha

O atacante Vanilson vestindo a camisa do Vasco-AC em 1999. Foto: Manoel Façanha

O ex-atacante Vanilson, que chegou a ser profissional em clubes de Rio Branco (Juventus, Vasco da Gama, Atlético Acreano, Independência e Rio Branco) e do Amazonas (Rio Negro), disse que o avô Wilson só levava para atuar no Fronteira os melhores jogadores da cidade. “O vovô ficava de olho nos meninos bons de bola e só queria os melhores no nosso time. Ele reunia sempre verdadeiras seleções”, afirmou.

Para o ex-goleiro Juca, que disputou campeonatos estaduais pelos juvenis do Atlético Acreano e pelo time principal do Amapá, a sua maior escola foi o time interiorano. “O Fronteira primava pela organização. Apesar de ser um time amador, tinha organização de clube profissional. O senhor Wilson Pena era o patrono do futebol de Plácido de Castro e o Fronteira era uma grande referência”, garantiu Juca.

Celeiro de craques

Das fileiras do Fronteira saíram inúmeros jogadores para os times da capital acreana e até de outros estados, isso tanto na época do amadorismo quanto na era profissional. Vanilson, ele mesmo um exemplo dessa migração, explicou o fato dizendo que o seu avô, além de escolher sempre os melhores para compor a equipe, também tratava de fazer com que os garotos “não se desviassem dos seus objetivos”.

Os atacantes Vanilson e Marajó durante treino físico no José de Melo, em 2001. Foto: Manoel Façanha

Os atacantes Vanilson e Marajó durante treino físico no José de Melo, em 2001. Foto: Manoel Façanha

Quatro desses atletas que foram levados para jogar em times da capital, no tempo do amadorismo, são lembrados por Vanilson. Os irmãos Juca (goleiro do Amapá) e Tonho (lateral do Rio Branco, do Independência, do Amapá e do Juventus), ambos nas décadas de 1970 e 1980; Dedé (atacante do Andirá), no final da década de 1970; e Nilson (ponta direita do Vasco e do Juventus), nas décadas de 1960 e 1970.

Na era do futebol profissional, iniciada em 1989, são inúmeros os atletas que passaram pelo Fronteira e que um dia resolveram alçar voos mais altos. São os casos, por exemplo de Renan (filho do ex-goleiro Juca), que disputou o último campeonato pelo Plácido de Castro; Rogério, que já andou até pelo futebol do Mato Grosso; Robson, que já atuou no futebol amazonense; e Zico, que já rodou por vários times.

Plácido de Castro. 2008. Em pé, da esquerda para a direita: Jamesclay (preparador físico), Marcio, Vanilson Pena, Sandro, Anderson, Nego, Faísca. Agachados: Mamud, Rogerio, Ismael Lemos, Wellington, Wan Hallen e Nelson (preparador de goleiros). Foto: Manoel Façanha

Plácido de Castro – 2008. Em pé, da esquerda para a direita: Jamesclay (preparador físico), Marcio, Vanilson Pena, Sandro, Anderson, Nego, Faísca. Agachados: Mamud, Rogerio, Ismael Lemos, Wellington, Wan Hallen e Nelson (preparador de
goleiros). Foto: Manoel Façanha

Para finalizar, não seria possível acabar a matéria sem fazer uma pergunta crucial. O Fronteira morreu ou ainda pretende voltar aos campos? Quem responde é Vanilson. “O Fronteira não morrerá jamais. O Fronteira é uma ideia que nasceu da paixão do meu avô Wilson. Nós temos a obrigação de manter o Fronteira vivo. Nós vamos voltar aos campos sim. Logo que as coisas melhorarem, a gente vai voltar”.

Acre

CNJ terá plantão para garantir conduta de juízes e segurança eleitoral

Publicado

em

A Corregedoria Nacional de Justiça funcionará em regime de plantão extraordinário durante o primeiro turno das Eleições 2022, nos dias 1º e 2 de outubro, e nos dias 29 e 30 de outubro, caso haja segundo turno eleitoral. O objetivo é assegurar o bom funcionamento das atividades da Justiça durante as eleições e permitir o pleno exercício dos direitos fundamentais com segurança e paz.

O Plantão Extraordinário será destinado a receber comunicações, reclamações e denúncias de qualquer interessado em relação aos magistrados e tribunais sob jurisdição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em relação a comportamentos que violem o Provimento n. 135/2022.

As manifestações serão recebidas por meio do endereço eletrônico: [email protected] ou pelo Disque Cidadania da Corregedoria: (61) 2326-5555. O gabinete da Corregedoria manterá servidores em sistema de rodízio para atendimento, orientação, análise e tomada de providências em relação aos relatos apresentados no Plantão.

No dia de sua posse, em 30/8, na Corregedoria Nacional de Justiça, o ministro Luis Felipe Salomão afirmou que uma de suas preocupações seria dar apoio aos juízes eleitorais de todo o país para assegurar a realização das eleições em clima de normalidade e integridade. Nesse sentido, a Corregedoria Nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmaram convênio para ampliar a atuação da magistratura na garantia da integridade do processo eleitoral.

A Corregedoria também editou o Provimento n. 135/2022, que prevê punição a juízes e juízas que manifestarem, especialmente em redes sociais e nas mídias, conteúdos que contribuam para o descrédito do sistema eleitoral ou que gerem desconfiança infundada sobre a justiça, segurança e transparência das eleições.

Outra conduta proibida é associar imagem pessoal ou profissional a pessoas públicas, empresas, organizações sociais, veículos de comunicação, sítios na internet, podcasts ou canais de rádio ou vídeo que, sabidamente, colaborem para a deterioração da credibilidade do sistema judicial e eleitoral brasileiro. Quem descumprir a regra poderá responder a processo administrativo disciplinar no âmbito da Corregedoria Nacional, que é responsável por garantir a uniformização da conduta da magistratura.

(CNJ)

Continuar lendo

Acre

MPE oficia partidos e coligações sobre condutas vedadas na eleição

Publicado

em

O Ministério Público Eleitoral (MPE) expediu, nesta quinta-feira, 29, um ofício a partidos políticos e coligações com informações sobre as normas que devem ser seguidas nas eleições gerais, que ocorrem no próximo domingo, 2. O documento foi assinado pelos promotores eleitorais das nove zonas do estado.

Aos eleitores será permitida apenas manifestação silenciosa, revelada exclusivamente por meio de acessórios como bandeiras, broches e adesivos. O uso de bonés, camisas e similares são permitidos se custeados pelo próprio eleitor.

Já aos mesários é vedado o uso de vestuário que contenha qualquer propaganda política, estes devem, ainda, retirar do recinto de votação quem não guardar a ordem a atentar à liberdade eleitoral.

Em relação aos fiscais de partidos e coligações são determinadas uma série de normas, entre elas destaca-se a necessidade de crachás contendo apenas o nome do fiscal e a sigla do partido político ou coligação a que sirvam, sendo vedada a padronização do vestuário. O crachá deverá ter medidas que não ultrapassem 15cm de comprimento por 12cm de largura.

O documento informa também que é vedado no dia do pleito, até o término do horário de votação, a aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado ou com instrumentos de propaganda eleitoral de modo a caracterizar manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos.

Constituem crimes, no dia da eleição, o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata, a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna, a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos e a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos nas aplicações de internet.

Com informações da assessoria do MPAC.

Continuar lendo

Acre

Corte derruba decisão que impedia Denise de decidir sobre debate

Publicado

em

O pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Acre (TRE-AC) decidiu indeferir o mandado de segurança impetrado pelo juiz Matias Mamed para que a desembargadora Denise Bonfim, juíza auxiliar da corte, deixasse de decidir sobre a participação do candidato David Hall, candidato ao governo pelo AGIR, no debate da TV Gazeta, afiliada Rede Record no Acre, nesta quinta-feira, 29. A decisão deverá ser publicada na edição do Diário Eletrônico da próxima semana.

A decisão de Mamed é baseada numa ação movida pela TV Gazeta que havia decidido ingressar com um mandado de segurança preventivo contra qualquer decisão sobre o caso. Contudo, os magistrados entenderam, em sua maioria, que o referido mandado já havia perdido o “objeto” – tendo em vista que Hall já estaria participando do debate da emissora.

O procurador-eleitoral do TRE, Vitor Hugo destacou aos nobres magistrados que a própria emissora de contradiz na sua decisão, pois em dado momento requereu mandado de segurança e, consequentemente, fez convite a David para participar do debate. “Declaro a perda do objeto”, comentou.

O corregedor-eleitoral, desembargador Laudivon Nogueira também acompanhou a maioria e considerou improcedente o referido mandado. A decisão também foi acompanhada pelo relator da matéria, magistrado Marcos Thadeu. “Houve total perda do objeto”, argumentou.

Continuar lendo

Acre

“Só ataques e baixaria”, diz Gladson ao assistir debate da TV Gazeta

Publicado

em

O governador Gladson Cameli, que está em Cruzeiro do Sul há dois dias, fez uma série de visitas em órgãos estaduais no município nesta quarta-feira, 29, como a Maternidade e a Unidade de Pronto Atendimento- UPA. Ele assistiu à parte do debate promovido pela TV Gazeta, enquanto estava na UPA, de Cruzeiro, verificando necessidades do local.

“Vejo que aconteceu o que eu já previa .Não é um debate, é um momento de agressão, acusação e ninguém debate soluções para os problemas do Acre. Eu tenho muito trabalho pra fazer antes e depois da eleição de domingo e não tenho tempo para perder sendo ofendido e atacado. Estou verificando problemas para encaminhar soluções aqui na Maternidade, por exemplo, onde estamos fazendo um mutirão de cirurgias. Mais de 360 mulheres foram operadas já e vamos zerar essa fila de cirurgias no Acre”, citou.

Cameli anunciou ainda que a gestão do Hospital Regional do Juruá, continuará sob a gestão das freiras. A unidade hospitalar era administrada pela irmã Nair Teresinha, que morreu no último sábado, 24.

Desde a inauguração do Hospital em 2007, a freira administrativa o hospital por meio da Associação Nossa Senhora da Saúde- Anssau, que tem convênio com o governo do Estado através da secretaria de Estado de Saúde- Sesacre. De acordo com o gestor, o modelo implantado pela irmã Nair, deverá ter continuidade.

“Eu me emocionei e lamentei muito a morte dela. Ela deixa muitas saudades, fez um grande trabalho e deixou um modelo pronto que a tendência é seguir. Eu não vou mexer no que está dando certo. Eu tenho que diminuir os problemas e não trazer mais problemas”, garantiu ele, que também esteve na Rodoviária e no Mercado.

Continuar lendo

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Leia Também

Mais lidas

error: Este conteúdo é protegido.