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Sem receber do governo do Acre desde fevereiro, caçambeiros ameaçam fechar as quatro pontes de Rio Branco; dívida acumulada chega a R$ 6 milhões

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“A cidade vai parar”, disse Júlio Farias, presidente do Sindicato dos Caminhões e Máquinas Pesadas do Acre (SINTRABA) na manhã desta terça-feira (1o), ao informar que os caçambeiros estão dispostos a fechar as quatro pontes que ligam o primeiro distrito ao segundo distrito, caso o governador do Acre, Sebastião Viana (PT) não sinalize com o pagamento de quase um ano de aluguel de máquinas e equipamentos que prestam serviços à administração estadual.

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O sindicalista visitou a Aleac para pedir ajuda dos deputados. Júlio Farias denuncia que a categoria está desde o mês de fevereiro sem receber do governo do Acre. De acordo com ele, a administração estadual acumula uma dívida de R$ 6 milhões com a categoria. Farias informa que uma reunião estaria agendada para hoje com o secretário de Fazenda Tinel Macedo e o diretor-presidente do Deracre, Cristovam Moura. “Caso não resolvam, vamos fechar as pontes”.

“Nos estamos, este ano, de fevereiro até novembro, com contratados de locação de máquinas e equipamentos para receber do governo do Estado. Estamos em processo de negociação com a equipe de governo, vai ter uma reunião às 15h, no Deracre, a gente espera que deem encaminhamento e agente consiga receber uma parte do pagamento. Estamos sendo flexíveis, procuramos o deputado Jenilson, que vai nos acompanhar nesta reunião”, diz Júlio Farias.

O representante do caçambeiros diz que o sindicato está aberto a negociações. “Ainda não estamos radicalizando, nós estamos mobilizando a categoria para recolher as máquinas e caçambas ao pátio da nossa cooperativa para que caso não haja acordo a decisão da categoria é fechar as quatro pontes da cidade até que o governador dê uma resposta. Vamos fazer este movimento até receber o que está atrasado, se não houver uma negociação”, afirma Farias.

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Ele informa que o movimento é das duas cooperativas, Transterra e Transcoop. “Estamos deixando bem aberto para o governador, que a intenção é querer receber, já que está chegando o Natal, e não querer causar transtornos à sociedade, mas nós vamos cobrar o que é nosso, se não houver acordo na reunião de hoje, amanhã a cidade vai estar toda parada. Infelizmente, nossa posição é está. Precisamos de algum conforto para nossas famílias”, enfatiza Farias.

Mais de 400 filiados das duas cooperativas estariam sem receber do governo do Acre. Júlio Farias informa que a dívida era de R$ 8 milhões – mas numa negociação anterior, a categoria conseguiu receber R$ 1,2 milhão que foi dividido entre os trabalhadores. “Existia um acordo que foi quebrado. “Nós recebemos R$ 1,2 milhão, no mês seguinte apenas R$ 800 mil. Agora, queremos no mínimo R$ 1,5 milhão para dividir com todos os filiados”, ressalta Júlio Farias.

O deputado Jenilson Leite (PCdoB), se apresentou como o mediador das negociações. “Estamos fazendo a mediação no sentido de chegar a um consenso que é poder aumentar o pagamento dos representantes do sindicato e assim os mesmos terminarem este ano com parte da dívida sanada. Queremos saber se o Estado pode fazer um pouquinho mais de esforço para poder pagar parte do que está devendo aos caçambeiros e cooperativas”, ressalta o comunista.

Leite destaca que “a gente sabe que se está vivendo um momento de dificuldade no Brasil inteiro, no Acre não é diferente . Há limitações de recursos, há escassez de recursos, tenho certeza que se houvesse disponibilidade de recursos, este pagamento já teria sido feito. No entanto, a nossa iniciativa é de ver aonde o estado poder dar uma espremida a mais para fazer este parte do pagamento de acordo com o que o movimento está pedindo”, finaliza o deputado.

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