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Professor de Ciências Sociais acusado de racismo em sala de aula é demitido

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O professor Manoel Luiz Malaguti Barcelos Pancinha, acusado de ter dado declarações racistas dentro de sala de aula, foi demitido. A decisão é resultado de um processo administrativo disciplinar ao qual o docente respondia por conta das polêmicas declarações expostas nas dependências da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

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De acordo com a assessoria de comunicação da Ufes, o professor já foi comunicado da decisão e já assinou sua demissão. Ele, no entanto, ainda pode recorrer contra essa decisão na Justiça ou no Conselho Universitário. Segundo a universidade, a punição foi aplicada em conformidade com o Estatuto dos Servidores Públicos, presente na Lei 8.112/1990.

Além do processo relativo às declarações proferidas em sala de aula, que resultou em sua demissão, Manoel Malaguti respondia a outro processo disciplinar na instituição, por ter estacionado seu veículo na frente de uma rampa de acesso a cadeirantes dentro da universidade. A Ufes decidiu, nesse processo, aplicar uma penalidade de dez dias de suspensão ao professor.

Um ano após as polêmicas declarações atribuídas a Malaguti, feitas no dia 3 de novembro do ano passado, alunos da Ufes cobravam uma resposta imediata sobre o caso por parte da instituição que, por sua vez, prometera uma decisão até o fim da semana passada.

Na sexta-feira, estudantes da universidade comentavam, pelas redes sociais, sobre a demissão do professor. Entretanto a Ufes, na ocasião, não confirmou a informação, já que ela ainda precisava ser publicada no Diário Oficial. Nesta segunda, a instituição informou que toda a documentação referente ao processo de Malaguti já foi encaminhado para Brasília e a demissão do professor deverá ser publicada no Diário Oficial nesta terça-feira.

RELEMBRE O CASO
Manoel Malaguti é acusado de racismo por estudantes de Ciências Sociais da Ufes, por supostamente ter feito comentários preconceituosos em sala de aula sobre a política de cotas adotadas nas universidades federais.

Segundo os alunos, o docente teria dito que “detestaria ser atendido por um médico negro ou advogado negro” e que “o nível intelectual da Ufes reduziu-se com a presença de negros cotistas”. O fato ocorreu no dia 3 de novembro do ano passado.

A partir da formalização da denúncia, a Ufes afastou o professor do exercício de sua função e instituiu uma Comissão de Sindicância para, num período de 30 dias, colher os depoimentos dos envolvidos e elaborar um relatório sobre a conduta do docente. No entanto, mesmo afastado e não frequentando sala de aula, o professor continuou recebendo seu salário.

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