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Transmissão de futebol migra para a internet

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O que parecia inevitável, se materializou. O YouTube (que pertence ao Google) transmitirá ao vivo a Copa do Rei da Espanha para o Brasil e outros países. Claro, se pagará pelo serviço. Trata-se da primeira ação desse tipo no País de uma empresa genuinamente nascida na internet.

A transferência de transmissões de TV para canais exclusivos na web (conhecidas como streaming) anda a largos passos – vide Netflix.

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Mas há outras mudanças de transmissão de futebol no Brasil. Cansada de esperar que as operadoras de televisão por assinatura (leia-se Net e Sky, que detém cerca de 70% do mercado) inclua o Esporte Interativo na sua relação de emissoras disponíveis ao assinante, a Turner (controladora do canal Esporte Interativo) usará os seus canais de filmes TNT e Space para a transmissão da Liga dos Campeões da Europa.

O Esporte Interativo detém direitos de transmissão no Brasil dos jogos da mais importante competição entre clubes europeia, mas vem tendo dificuldades de levar a um maior público o campeonato por que as negociações para ter seu sinal a partir das operadoras NET e Sky não avançam – a Globo mantém capital (e influência) em ambas operadoras.

Como a controladora do Esporte Interativo, a americana Turner, tem canais de filmes disponíveis para assinantes da NET e Sky, a solução foi usá-las para transmitir a Liga dos Campeões.

O Esporte Interativo quer brigar com a Sportv, ESPN e Fox por espaço entre os canais fechados de esporte.

Em outra vertente, a Globo lança sua plataforma de distribuição de vídeo pela internet, o Globo Play, só que reproduzirá aquilo que faz na TV, como as novelas. Porém, ao invés de impulsionar a rede na web, canibalizará a emissora de canal aberto pelo simples fato de que tirará audiência da TV, onde ainda ganha dinheiro com publicidade, para a web, ambiente onde não se conquista público e anunciantes tão fácil assim.

Falando em Globo, cita-se também que ela negocia antecipadamente com clubes da elite do futebol brasileiro a extensão dos contratos de direitos do Campeonato Brasileiro, que vencem em 2018, para 2020.

O fato é que a emissora teme que clubes endureçam ainda mais as negociações futuras, ou por conta da pressão da concorrência ou a independência inevitável que eles (os clubes) estão conquistando com a crise na CBF, acusada de corrupção e investigada até a medula pelo FBI – a recém-criada Liga Sul-Minas-Rio, com a presença de grandes clubes dessas regiões, é vista como um exemplo e um complicador, como embrião de uma liga nacional.

O jogo parece tenso para a emissora que ainda mantém o monopólio de transmissão de futebol no País.

 

 

 

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