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O único jeito possível da oposição construir uma união em Rio Branco

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Durante as convenções do PMDB e do DEM, na semana passada, várias lideranças de oposição se encontraram. Evidentemente que o assunto principal foi a disputa municipal do próximo ano. Com três pré-candidatos à prefeitura de Rio Branco parece que não há como os partidos se unirem em torno de apenas um nome. Assim a luta é para que não haja divergências sérias no primeiro turno para se tentar uma convergência num eventual segundo turno. Essa é a união possível.

Assista ao debate em vídeo entre o senador Sérgio Petecão (PSD) e o ex-deputado federal João Correia (PMDB) sobre as possibilidades de unir as forças de oposição para 2016.

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Não existe o partido oposição
Na realidade cobrindo política há algumas décadas nunca vi a disputa de um governo ou de uma Capital acontecer com apenas dois partidos. Num sistema político pluripartidário é natural que apareçam várias candidaturas. O segundo turno foi criado justamente para unir contraditórios em torno dos mais votados.

A lição do PT do Acre
Mas no Acre as coisas são diferentes. O PT decidiu e conseguiu com competência disseminar que a oposição precisa se unir. Caso contrário não merece ganhar nenhuma eleição. E muita gente acreditou e ainda acredita que assim deve ser.

Favoritismo
Mesmo com a derrocada do PT nacional o prefeito Marcus Alexandre (PT) continua a ser favorito. Tem uma aliança forte com o seu padrinho político, o governador Tião Viana (PT), e a possibilidade de fazer intervenções reais a qualquer momento na cidade. Seja com a estrutura da prefeitura ou do Governo do Estado. Mas a disputa promete ser acirrada.

O criador
Aliás, existem sempre aqueles que atribuem a ousadia da candidatura de Marcus Alexandre, em 2012, a um e a outro. Mas quem teve a ideia e bancou, mesmo sabendo dos riscos de escolher um técnico, foi o governador Tião Viana.

Procura-se um candidato para Cruzeiro do Sul
O PT não tem ainda um nome competitivo para disputar a prefeitura do segundo maior município do Acre, em 2016. Conversei com alguns empresários que foram sondados para encararem o desafio. Nenhum quis abandonar os seus negócios para entrar na política.

Pontes queimadas
Na realidade o PT vinha construindo uma jovem liderança para assumir essa candidatura. O professor universitário Marcelo Siqueira (PT). Mas jogaram o rapaz aos leões. A candidatura de Marcelo a deputado estadual, em 2014, foi um erro que custará caro ao PT.

Hipótese descartada
Muitos acreditam que o deputado federal César Messias (PSB) possa ainda ser candidato em Cruzeiro. Eu diria que só se ele estivesse louco. E podem ter a certeza que de louco ele não tem nada. Abandonar o fórum privilegiado de deputado, um voto no Congresso Nacional e a organização do seu partido por uma prefeitura não seria sensato.

Os riscos evidentes
Além disso, a candidatura de César não seria a certeza de vitória. O governador Tião Viana  ganhou duas eleições seguidas no município. Mas as coisas mudaram nesses 11 meses. Muita gente se decepcionou com a segunda gestão. Talvez a pior rachadura tenha sido com os professores, mas os empresários do Juruá também não andam nada satisfeitos.

Perda irreparável
Deixar o ex-vereador Zequinha Lima (PP) sair da FPA foi outro erro. Seria um nome forte nesse momento de falta de candidato. Tirar um coelho da cartola e ganhar a eleição não será missão fácil para a FPA. A tendência é que a eleição se polarize entre os dois candidatos da oposição, os ex-deputados federais Ilderlei Cordeiro (PMDB) e Henrique Afonso (PSDB).

O ICMS da discórdia
A culpa dos aumentos seguidos da gasolina e da energia elétrica do Acre são do imposto estadual? O senador Jorge Viana (PT), que foi quem aumentou a alíquota do ICMS para 25% garante que não. Ele justifica que tem estados que cobram até 28%.

Comparações inócuas
Acho esse tipo de comparação uma temeridade. Sempre que há um problema que deixa a população insatisfeita a justificativa é que o Governo tucano de São Paulo ou do Paraná fazem pior. Que o outro do PMDB fez isso ou aquilo. Peraí a gente vive no Acre. Os problemas são aqui. Jogar no colo dos outros não é sensato.

Outra questão
O Governo do Estado justifica a cobrança desse ICMS com a alegação que mais de 40 mil pessoas são isentas. Mas o Acre tem quase 800 mil habitantes. Assim a grande maioria que trabalha e produz é penalizada com a tarifa de energia mais cara do Brasil.

Incoerência explícita
Mais um ponto para a reflexão. Qual a empresa terá interesses em se instalar num estado em que a energia é a mais cara do país? A energia sempre será um fator de encarecimento ao preço final para quem produz aqui. E preço alto significa menos competitividade no mercado. Sem falar nos constantes apagões que pelo resultado da audiência pública ainda não foram justificados satisfatoriamente. Essas coisas precisam ser levadas em conta e alguém realmente lutar a favor da população acreana para baixar as tarifas de energia, de combustível e das passagens aéreas, que num estado amazônico não é luxo, mas necessidade. O resto é conversa e campanha fora de época.

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