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TFD demora para fazer transporte e jovem pode perder a perna

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20151104052628A realidade do setor de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) parece não melhorar com o passar dos dias. O autônomo Charles da Silva Neris, de 26 anos, corre o risco de perder a perna caso não seja transferido com urgência para a unidade do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro (RJ).

Charles, que sofreu um acidente automobilístico durante o réveillon de 2013, já passou por mais de 10 cirurgias, além de um enxerto. Antes, ficou mais de 60 dias internado numa das enfermarias do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). A cada dia que passava, conta, a situação piorava cada vez mais.

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“Se eu não viajar para o Rio [de Janeiro], eu posso até perder a minha perna. Meu medo é que o TFD retarde mais isso. Eu até cheguei a dizer que iria denunciar essa situação no Ministério Público, e que ir procurar a imprensa. E assim eu fiz. Já fiz onze cirurgias e inclusive já passei por um enxerto, mas ainda assim, não fiquei totalmente recuperado”, denuncia.

Segundo o jovem, a equipe do Hospital de Urgência e Emergência, inclusive, negou-se a atende-lo quando buscou a emissão de um laudo médico que apontasse a complicada situação pela qual ela passava. Charles contou também que, ao procurar a Sesacre na última terça-feira, 3, foi informado de que não teria, ainda, uma data para que ele viajasse.
“Quando eu liguei, a moça me disse que ainda não tinha nenhuma previsão. Agora, depois que eu falei que procuraria a imprensa, e o Ministério Público, rapidamente ele me retornaram e já passara a data que eu vou viajar”, relata o paciente do Sistema Único de Saúde (SUS).

DESCASO_01

Para a Secretaria de Estado de Saúde, não houve extrema demora. Na verdade, o impasse ocorreu por conta do sistema da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC) que, por conta do feriado, não permitia a inclusão de novas pessoas, ou o agendamento.

A Sesacre justificou, ainda, que apenas após o agendamento feito pela Central é que os pacientes podem viajar para outros estados do país. Caso contrário, seria necessário custear o translado com recursos da própria secretaria. Charles deve seguir para o Rio de Janeiro na próxima segunda-feira, onde, logo pela manhã, tem consulta marcada na unidade do INTO.

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