Menu

Sindicatos da Saúde e Educação denunciam descontos indevidos e anunciam possível greve geral

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

Representantes dos sindicatos de servidores da Saúde e Educação reuniram a imprensa na manhã desta quarta-feira, 21 de outubro, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), para denunciar descontos indevidos que estariam sendo feitos nos salários de servidores estaduais. A possibilidade de uma greve geral também não foi descartada por eles.

20151021091716

Anúncio

Segundo os líderes sindicais, a pasta da saúde têm reduzido em até 50% as escalas e plantões, prejudicando, inclusive, serviços realizados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e Emergências. Já na educação, trabalhadores têm sofrido com a diminuição do número de complementação de horas, as chamadas “dobras”.

Outro ponto tocado pelos sindicalistas é a dificuldade dos servidores na hora de acessar os contracheques, situação que sugere uma estratégia para que os funcionários não saibam, a tempo de reclamar, dos cortes nas remunerações do mês.

“A possibilidade de paralisação é real. Já estamos fazendo as visitas de mobilização nas unidades. É uma forma de dizer: ‘Ei, governo! Não estamos satisfeitos com o que o Estado está nos oferecendo’. E o que ele está nos oferecendo? Os descontos nos contracheques em função de faltas em anos anteriores, que variam de R$ 400 a R$ 1.000”, diz a presidente do Sindicato dos Profissionais Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros do Estado do Acre (SPATE/AC), Maria Rosa Silva.

Ainda segunda a sindicalista, outra questão é o ponto dos trabalhadores que, “quando batido com dez minutos de atraso, já não aceita mais, e é dado como falta. O governo reduziu os plantões extras em quantidade, mas não substituíram os trabalhadores. Isso trouxe prejuízo para os trabalhadores e para os usuários do SUS”, denuncia.

Para a presidente a CUT, Rosana Nascimento, é preciso acabar com a luxúria dentro do governo. Ela acredita que o estado precisa cortar gastos onde realmente é necessário, e investir mais nas áreas da Saúde e Educação, o que, para ela, são áreas essências num contexto de Estado.

“Primeiro que a providencia é garantir o direito do trabalhador. E segundo, vamos chamar outros seguimentos. É uma estratégia que o governo do estado tem usado para tirar dinheiro do trabalhador e sanar compromissos com outros setores, e isso nós não podemos aceitar. O trabalhador não pode pagar a conta. Tem que manter o salário dos trabalhadores e para fazer isso é preciso cortar a gordura”, acredita a sindicalista.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.