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Bancários acreanos aprovam greve a partir da próxima terça-feira, dia 6

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Em resposta a proposta de reajuste salarial de 5,5% apresentada pela Fenaban na semana passada, assim como o silêncio dos bancos oficiais, os bancários acreanos aprovaram na tarde desta quinta-feira (1º), em assembleia ocorrida na Praça Povos da Floresta, greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (6).

A assembleia contou com a participação de quase 100 bancários de bancos públicos e privados que, além de rejeitar por unanimidade a proposta patronal, aprovaram o indicativo de greve.

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O presidente do Sindicato dos Bancários do Acre, Edmar Batistela, explicou que a proposta da Fenaban foi um insulto à categoria. Batistela diz ainda que somente a força da greve será capaz de forçar os patrões a voltarem à mesa de negociação e apresentarem uma proposta digna a ser levada a apreciação da categoria.

O vice-presidente do Sindicato dos Bancários, Neném, comentou que esse é o momento dos trabalhadores bancários mostrarem unidade para barganhar dos patrões reajuste dentro da realidade financeira das instituições e, posteriormente, recuperar o poder de compra da categoria. Neném convoca cada bancário a deixar seu posto de trabalho para reforçar o movimento grevista.

Na próxima segunda-feira (5), a partir das 17h, na Praça Povos da Floresta, o Sindicato irá realizar mais uma assembleia para referendar a greve do próximo dia 6.

Proposta

A Fenaban ofereceu 5,5% de reajuste para salários e vales. O índice está abaixo da inflação, que ficou em 9,88% (INPC) em agosto deste ano, e significa perda real de 4% para os salários e demais verbas da categoria. A proposta inclui abono de R$ 2.500,00, não incorporado ao salário.

Principais reivindicações da categoria

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real).

PLR: 3 salários mais R$7.246,82.

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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