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Eber Machado diz que líder de Sebastião Viana é mentiroso

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A base de sustentação do governador Sebastião Viana (PT) não se entende mais na Aleac. O líder do governo, Daniel Zen (PT) e o vice-presidente da Casa, Eber Machado (PSDC) protagonizaram um duelo entre aliados na manhã desta quarta-feira (16) na tribuna do Poder Legislativo. A troca de farpas ainda é rescaldo da tentativa frustrada de intervenção do governador no PSDC, durante uma vista que fez à direção nacional da legenda em Brasília.

O petista Daniel Zen nega que Sebastião tenha feito a investida para tomar o poder no PSDC e PDT. Zen questionou ainda os motivos que levaram seis partidos que elegeram sete deputados montarem uma frente alternativa para buscar mais espaço e poder de decisão na Frente Popular, coligação que segue as orientações dos cardeais do PT. O líder de Sebastião pediu que os setes deputados revelem os verdadeiros motivos da formação da frente.

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“Quero dizer aos deputados é normal, é da democracia. Não vemos isso como algo estranho. É normal dentro de uma casa legislativa, digo também que continuaremos conversando de forma plena, de forma democrática, mas gostaria que os motivos concretos e reais fiquem explícitos e que não fique parecendo que foi pelo suposto fato que foi relato nessa Casa. Em nenhum momento o governador Tião Viana esteve com os deputados federais desses partidos ou dirigentes. Gostaria que ficasse explicitado. O fato não existiu. Quero deixar aqui esse registro”, diz Daniel Zen.

A fala do petista revoltou Eber Machado. O governista voltou na tribuna e abriu o verbo contra Zen, revelando que o líder do governo tinha conhecimento do pedido de intervenção que o governador fez na executiva nacional do PSDC. “Eu desde cedo, aprendi muito cedo, é que temos que falar a verdade olhando olho no olho. Quero dizer que vossa excelência não me representa mais como líder. Eu tive a responsabilidade, tive o compromisso. Procurei vossa excelência e falei para você. E vossa excelência mentiu. Isso demonstra a falta de compromisso de vossa excelência”.

Machado destaca que também relatou a situação ao presidente da Aleac, deputado Ney Amorim. “O único instrumento que eu tenho é a tribuna. Eu posso esperar de tudo, inclusive até a tirada do meu mandato. Eu vou falar pelo meu líder do partido, o deputado Aloiso do Maranhão, que relatou político do PT queria a direção do nosso partido no estado do Acre. Eu falei que era um membro do Partido dos Trabalhadores. Vossa excelência como líder quis me expor para eu falar o nome do governador. Vossa excelência é kamikaze do PT. Eu fico com a palavra do meu presidente nacional. O PT não manda nos partidos da Frente Popular. Nós repudiamos essas ações políticas. Nós não vamos mais compactuar com isso. Vivemos numa democracia e é na democracia que podemos trabalhar a vontade do povo”, finaliza.

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