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Juros de empréstimos às pessoas físicas chegam a 59,5% ao ano

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A taxa de juros cobrada nos empréstimos dos bancos às famílias continuou a subir em julho. De acordo com dados divulgados hoje (26) pelo Banco Central (BC), a taxa média de juros chegou a 59,5% ao ano. Essa é a maior taxa da série histórica do BC, iniciada em março de 2011. De junho para julho, essa taxa subiu 1,1 ponto percentual.

As empresas também pagaram juros mais caros. A taxa subiu 0,4 ponto percentual de junho para o mês passado, quando ficou em 27,9% ao ano.

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A inadimplência das famílias (pessoas físicas), considerados os atrasos acima de 90 dias, subiu 0,1 ponto percentual para 5,4%. No caso das empresas (pessoas jurídicas), a inadimplência subiu 0,2 ponto percentual para 4,1%.

Esses dados de juros e inadimplência são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No caso do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a inadimplência ficou estável para as empresas (0,7%) e subiu 0,1 ponto percentual para as pessoas físicas (1,8%).

A taxa de juros do crédito direcionado para as famílias subiu 0,8 ponto percentual, chegando a 10% ao ano. Para as empresas, houve alta de 0,7 ponto percentual, para 10,2% ao ano.

O BC também informou que o endividamento das famílias em junho correspondeu a 45,8% da renda acumulada nos últimos 12 meses. O resultado é 0,3 ponto percentual menor do que o de maio (46,1%). Ao se desconsiderar o endividamento com financiamento imobiliário, a taxa ficou em 27,1%, queda de 0,3 ponto percentual em relação a maio.

O saldo total dos empréstimos chegou a R$ 3,110 trilhões, em julho, com alta de 0,3% em relação a junho. Em 12 meses, o crédito cresceu 9,9%.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse que o crédito tem crescido em ritmo moderado este ano, “em linha” com a projeção para a expansão do saldo este ano (9%). Maciel acrescentou que o crédito livre foi “mais fraco” em julho e os empréstimos direcionados mantiveram a tendência de desaceleração. Segundo Maciel, essa desaceleração ocorre por influência da elevação dos custos dos empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da moderação da atividade econômica.

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