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Dólar volta a cair e fecha em R$ 3,48

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Depois de um dia de sobe e desce, o dólar fechou em leve queda nesta segunda-feira (17), com o mercado adotando cautela em meio ao quadro político brasileiro.

A moeda norte-americana caiu 0,02%, a R$ 3,4823 para venda. Veja cotação

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No mês, o dólar acumula alta de 1,68% e no ano, de 30,98%.

Na máxima da sessão, a moeda dos EUA chegou a avançar acima dos R$ 3,50, acompanhando o movimento em outros mercados emergentes em meio a expectativas de alta de juros nos Estados Unidos. Na mínima da sessão, a divisa atingiu R$ 3,4612.

“O mercado está bastante vazio. Qualquer cotação faz preço, não precisa ser lote expressivo”, disse à Reuters o especialista em câmbio da corretora Icap Italo Abucater.

Uma alta nos juros dos EUA tendem a tornar o país mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil. Por isso, a expectativa sobre o aumento da taxa tende a motivar movimentos de alta do dólar em relação ao real.

Operadores vêm afirmando que parece cada vez mais claro que o Federal Reserve, banco central norte-americano, começará a elevar os juros em breve, com boa parte apostando já no mês que vem.

“O dólar abriu acompanhando o exterior, mas voltou para onde deveria. Na ausência de notícias, é normal o mercado ficar mais cauteloso”, disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

No Brasil
Agentes financeiros evitavam fazer grandes apostas em meio à apreensão sobre a crise política no Brasil, que deu uma leve trégua na semana passada após a aproximação do governo com o Senado. Mas ainda temiam que golpes à credibilidade do país afastem capitais do mercado brasileiro, perspectiva que vem pressionando os ativos financeiros domésticos nas últimas semanas.

No domingo, milhares de pessoas foram às ruas protestar contra a presidente Dilma Rousseff, mas o contingente de manifestantes foi menor do que em protestos anteriores.

“O protesto veio em linha com o que estava na conta. Não houve surpresas”, disse à Reuters o operador de uma gestora de recursos internacional, sob condição de anonimato.

“As manifestações foram grandes, mas menos intensas que as anteriores. E isso o mercado já havia colocado no preço”, disse também à agência o operador da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade ao seu programa de interferência no câmbio e vendeu a oferta total de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a venda futura de dólares, para a rolagem do lote que vence no próximo mês. Ao todo, o BC já rolou US$ 4,899 bilhões, ou cerca de 49%, do total de US$ 10,027 bilhões e, se continuar neste ritmo, vai recolocar o todo o lote.

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