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Daniel Zen desabafa e pede aos professores dois meses para avaliação das finanças do Estado

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O líder do governo na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), Daniel Zen (PT), desabafou nas redes sociais. O parlamentar escreveu sobre a greve dos servidores da Educação estadual. Daniel disse estar disposto a pagar o preço de “tratar as coisas com responsabilidade” e frisou que diferente dos deputados de oposição, não faz “discurso fácil para agradar e nem joga os problemas “pra galera”.

Fazendo referência à aprovação do reajuste salarial dos delegados, assunto bastante criticado pelos sindicalistas que defendem o ajuste na remuneração de professores e técnicos da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Zen disse que “no Acre sempre houve uma tradição cumprida de forma quase litúrgica: primeiro, esgostava-se todas as possibilidades de diálogo e de construção de consenso para, somente após, em caso de insucesso, decidir-se sobre a deflagração de uma greve”, lembrou.

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Para Daniel, “desde 2013, houve uma inversão nessa lógica: primeiro deflagra-se a greve para depois se tentar negociar. Isso pode até funcionar em outros lugares do Brasil, mas, aqui, nunca funcionou”, destacou o deputado que defende o governo de Sebastião Viana (PT), na ponta do lápis. Logo depois, o parlamentar classificou como de “longa espera”, o aguardo para a aprovação do reajuste obtido pelos servidores da Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPC), que agora devem ter salários que margeiam os R$ 13,6 mil a partir de janeiro de 2016.

A notícia do envio do documento à Casa Legislativa revoltou os professores. A categoria chegou a questionar sobre as alegações do governo que apontavam a falta de dinheiro para conceder aumento aos educadores. Frente a isso, o petista comentou que não acredita que todas as “demais categorias devam agir igual, ou que tenham de esperar anos para celebrar um acordo trabalhista/sindical”, mas pediu um prazo de 2 meses” [ até setembro] “para que se tenha maior segurança quanto às previsões de receitas para o ano de 2016, visando a celebração de acordo que não comprometa a saúde financeira do Estado”, escreveu.

No final da publicação, Daniel diz que propôs juntamente com a deputada Leila Galvão, e o presidente da Aleac, Ney Amorim, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), que a Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Aleac possa mediar as reuniões do Governo com o Comando de Greve, “de forma que os dados fornecidos pelo Estado, disponíveis nos Portais de Transparência, possam ser interpretados segundo a melhor técnica contábil”, finalizou.

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