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Assassino mantém mistério sobre seu plano na noite em que atirou em delegado

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Se por um lado a defesa do elemento mais perigoso do município de Xapuri, Elivan Verus da Silva, 32 anos, questiona falhas técnicas no processo do Delegado Carioca – o réu afirma que agiu em legitima defesa – por outro, o advogado Carlos Vinicius revela a dificuldade de arrancar confissões do cliente.

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Nomeado recentemente pelo juiz Luiz Alcalde Gustavo Pinto para defender Elivan, Carlos Vinicius afirmou para o ac24horas, que seu cliente, quando interrogado, quase sempre nega os fatos, “afirma que se esqueceu, que não se lembra”, acrescentou o advogado.

Nas conversas de instruções ao cliente, um único fato não é revelado pelo frio assassino: o que ele fazia na noite de 14 de dezembro de 2014, na cidade de Xapuri. “Os planos que ele tinha, por que ele voltou a cena do crime, mesmo foragido, ele não revela a ninguém”, confessa Vinicius.

Será que o plano era matar o delegado Antônio Carlos?
O ponto mais intrigante da investigação, na análise do advogado de defesa é o sequestro de Maria de Fátima Abreu Sarkis.

Consta nos autos que na fronteira entre Brasil e a Bolívia, o denunciado adquiriu uma espingarda, calibre 20, de uma pessoa não identificada e, por volta de 17 horas, abordou a vítima Maria de Fátima, sua namorada, no momento em que ela saía de sua propriedade rural.

Armado com essa arma de fogo e com um terçado que trazia na cintura, ele a obrigou a levá-lo na cidade, dentro de uma caminhonete Hilux, sob a mira da espingarda. O que Elivan, talvez, não contasse é que seria visto e denunciado por terceiros.

O fato é que, nem mesmo Maria de Fátima e nenhuma outra testemunha do caso, revelam qual era o plano de Elivan. Na zona urbana de Xapuri, o réu percebeu a presença da viatura policial e determinou que ela empreendesse fuga, porém seu veículo foi bloqueado pela polícia.

Maria de Fátima então refugiou-se na traseira da caminhonete, enquanto Elivan, com a sua espingarda em punho, de fora do carro, disparou contra o delegado, atingindo-o na altura do abdômen, que logo caiu ao chão.

Após isso, o acusado fugiu e se escondeu na mata, sendo que o delegado de Polícia não resistiu e veio a óbito no dia oito de janeiro.

O ASSASSINATO DE JANAINA – Em novembro do ano passado, Elivan discutiu com sua namorada e, quando a filha, Janaina Nunes Costa, de 15 anos, tentou se envolver na briga, foi brutalmente assassinada com com facadas no pescoço, mão e cabeça. A mãe da vitima temia que Elivan voltasse para matá-la. Será que esse era o plano principal do dia 14 de dezembro de 2014?

“Esse segredo ele deve levar com ele para prisão”, concluiu o advogado de defesa.

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