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Professores da Rede Pública estadual estão com salários atrasados há três meses; Secretaria confirma denúncia

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Professores estaduais de Rio Branco, Porto Acre, Bujari, Acrelandia e Xapuri denunciaram na tarde desta quarta-feira, 24, que muitos profissionais estão com salários atrasados há três meses. Além de brigar por melhores remunerações e condições de trabalho, a bandeira de luta precisa ser, ainda, pela regularização salarial dos servidores que se sentem “humilhados” e “desrespeitados” diante da situação.

“Estou me sentindo extremamente humilhado. Tenho contas para pagar, uma vida para tocar. Tenho cinco filhos. Um deles tem dois meses de vida. Com o salário atrasado, as coisas estão muito difíceis, mesmo assim, eu continuo lá na escola, trabalhando e cumprindo com o meu dever. Quero que o Estado cumpra com o dele também”, afirmou um dos professores, que trabalha na zona rural do Bujari.

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De acordo com os servidores da Secretaria de Estado de Educação (SEE), que procuraram o ac24horas, a grande maioria dos professores foi contratada no último mês de abril, e ambos foram lotados para trabalhar em escolas localizadas em áreas rurais.

“Eu estou há mais de três meses trabalhando já. Eles me disseram que o pagamento seria feito numa folha extra, mas como já passou do dia quinze, agora vamos ter que esperar até julho. Isso é inadmissível, não é aceitável. Eles estão recebendo em dias, nós também temos família e compromissos para honrar. Onde fica nossa importância? Onde está o respeito aos servidores da educação?”, questiona Ricardo Santana, professor de Língua Portuguesa.

De acordo com a Secretaria de Educação, os professores que estão sem receber foram contratados pelo Processo Seletivo do órgão e começaram a trabalhar apenas no mês de abril, após a cheia dos rios que cortam o Acre, que acabaram por prejudicar o início do ano letivo em algumas escolas da capital e interior do Acre.

Ainda segunda a SEE, apenas os municípios do interior estão com pendências. Na capital, segundo explicou a instituição, não existem débitos com os professores da zona rural. De acordo com a Secretaria, os problemas se dão por falta de documentos de contratação, devoluções de contratos e erros como referenciais de leis, por exemplo.

 

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