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Deputada quer vasectomia para que jovens infratores “não continuem procriando”

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A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) fez um proposta polêmica na manhã desta quinta-feira (25), na tribuna da Aleac. “A gente precisa colocar o dedo na ferida, nós não podemos fazer de conta que isso não está acontecendo para que estas pessoas que estão atrás das grades não continuem procriando”, disse a peemedebista, recomendando a realização de vasectomia nos jovens infratores.

A justificativa da deputada é que os menores estão recebendo visitas íntimas e as jovens correm risco de ficarem grávidas. “Praticamente todos, são filhos de lares desfeitos, pessoas que não têm nem o nome do pai na certidão de nascimento, pessoas que têm o pai na cadeia, muitas vezes, têm o pai e a mãe na cadeira. Não acredito na evolução, no desenvolvimento de um Estado que investe em cadeias”.

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Segundo Sinhasique, a estrutura do centro socioeducativo, localizado ao lado do Hospital Santa Juliana, a estrutura não é uma das mais adequadas. O local estaria abrigando 123 jovens, quando a capacidade é para receber apenas 84. Ela não acredita que a ampliação das estruturas e os investimentos em cursos profissionalizantes resolvam a questão nos menores infratores.

“Mais do que ampliar e fazer cadeias, mais do fazer cursos de profissionalização, eu acho que o governo precisa fazer vasectomia temporal. No momento em que o menor se recuperar, se desfaz esta vasectomia. Nas visitas íntimas acabam engravidando meninas que estão fora, o filho já nasce com o pai atrás das grades”, diz a parlamentar ao propor o controle de natalidade dos jovens.

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“Só vi isto na história no mundo, nos regimes
totalitários e fascistas”, diz Zen

O líder do governo, deputado estadual Daniel Zen (PT) repudiou a proposta da colega de parlamento, Eliane Sinhasique (PMDB), que propôs fazer vasectomia reversível nos jovens infratores dos centros socioeducativos de Rio Branco. O petista pediu esclarecimentos e considerou a medida como um tipo de higienização social, que aconteceu apenas em regimes totalitários e fascistas.

“Em outros momentos da história, nós vimos também a perseguição de diversos grupos étnicos específicos. Agora, esta medida para aplicar em jovens, porque cometeram algum tipo de crimes, isso me assusta demais. Devo dizer que é uma pratica execrável em todos os aspectos. Não se pratica higienização social, isso é uma coisa odiosa”, destaca o líder do governo, Daniel Zen.

O deputado Jenilson Leite (PCdoB) também se posicionou contra a iniciativa da peemedebista. “O Estado não tem autonomia para fazer isso. Sem contar o custo alto que teria para o sistema de saúde. As campanhas devem ser educativas para as famílias e evolver a distribuição preservativos e folhetos explicativos para estes jovens, se é que eles recebem visita íntima”, destaca o comunista.

O parlamentar explicou ainda as regras para realização de cirurgias de vasectomia. “É necessário ser maior de 25 anos, ter no mínimo dois filhos, estabilidade conjugal, comum acordo entre o casal, exames psicossocial. Eme alguns casos é necessário autorização judicial. É um projeto que ao meu ver, a possibilidade de cumprir um papel social é muito pequena”, finaliza.

 

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