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Músico acreano João Donato será tema de série especial no Canal Brasil no sábado

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Uma série em quatro capítulos sobre o compositor e pianista João Donato vai começar a ser exibida no próximo sábado, dia 13, às 20h30, pelo Canal Brasil (com horários alternativos no domingo, às 11h30, e na segunda-­feira, às 17h30). A informação é do jornal O Estado de São Paulo.

Segundo a coordenação, serão apresentados momentos que mostram o músico tocando em várias apresentações ao vivo. Donato se reencontra com amigos no palco e conta suas histórias. A de que chegou com 11 anos de Rio Branco, no Acre, ao Rio de Janeiro, e a de que, com 18, foi fazer um teste na Aeronáutica para tentar ser piloto. O pai queria assim, mas o exame médico detectou que ele era daltônico. “E foi então que eu me tornei músico. Já era desde os sete anos”, conta o pianista.

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Os problemas começam quando João Donato passa a criar. Sua música vem com uma estrutura de acordes dissonantes, que o jazz já aceitava mas que os ouvidos brasileiros estranhavam demais. Os números musicais do especial mostram eventos inéditos, filmados especialmente para a série. ‘A Rã’ é feita ao lado de Caetano Veloso e Roberto Menescal. Com Gilberto Gil, ele faz a levada de ‘Emoriô’ e, ao lado de Martinho da Vila, toca ‘Suco de Maracujá’.

Os diretores seguem Donato em viagens a Helsinki (Finlândia), Paris (França) e Havana (Cuba), onde o pianista encontra uma de suas raízes mais marcantes. A música cubana será definidora de seu estilo e de seu acento rítmico. Não por acaso, ele vai firmar parcerias com músicos da Ilha, como o pianista Chucho Valdés. “Eu comecei imitando Bebo Valdés”, afirma em um dos capítulos, mostrando a importância do também pianista, pai de Chucho.

No episódio que mostra os anos de Donato nos Estados Unidos, ele mesmo narra suas pendengas. “Eu fiquei a ver navios”, conta. As mesmas questões que o pegavam no Brasil, quando era incompreendido e definido como experimental demais, reapareciam nos Estados Unidos. Eles simplesmente não chamaram João Donato para a viagem. “Eu não fui porque os meninos da Carmen me achavam muito americanizado. Não nos entrosamos.”

E então, Donato amargou dias de miséria pelas ruas de Los Angeles. O dinheiro para pagar a pensão acabou e a fome e o frio já se agravavam. “Eu não tinha para onde ir”, conta. Certo dia, enquanto negociava com o dono do hotel para que ficasse com seu relógio em troca de mais uma noite, foi avistado pelo percussionista cubano Armando Peraza, que o salvou. “Ele conseguiu armar empregos para mim nas orquestras latinas”.

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