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Petista e tucano divergem sobre motivos do protesto “Fora Dilma”

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A reportagem de ac24horas procurou parlamentares de situação e oposição para saber qual a avaliação que os dois principais grupos políticos do Acre fazem sobre a manifestação de domingo (15), quando mais de cinco mil acreanos ocuparam as ruas do centro de Rio Branco, para protestar contra o governo Dilma Roysseff (PT) e a corrupção em diversos setores no país.

O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Daniel Zen (PT) e o deputado federal Major Rocha (PSDB), se pronunciaram sobre a manifestação. O petista e o tucano avaliam de forma positiva o movimento – do ponto de vista democrático – mas divergem sobre a motivação das pessoas que foram às ruas e demonstraram descontentamento com representantes públicos que venceram as eleições 2014.

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“O povo brasileiro de uma forma geral – não é a elite como os petistas tentam passar para opinião pública – observou que a corrupção que tomou conta do Acre e do Brasil e se indignou. A partir do momento que a corrupção passou a interferir no custo da gasolina, da energia e dos impostos, o povo sentiu que a política precisa mudar e foi às ruas”, destaca Major Rocha.

Segundo Rocha, os políticos e a militância petista tentam classificar o protesto como golpe, “mas num passado não muito distante, o PT puxou diversos tipos de movimentos contra outros governos. Não adiante eles tentarem esconder a realidade, as pessoas não aguentam mais a roubalheira que é feita pelo PT e por seus aliados, tudo em nome da manutenção do poder”.

Questionado sobre uma possível interferência política dos partidos de oposição, para que os manifestantes fossem para rua, Rocha foi enfático: “quem tenta usar as pessoas como massa de manobra é o PT, este partido que criou uma nova forma de governar, fazendo a montagem de uma organização criminosa que saqueia os cofres públicos e aliena os menos esclarecidos”.

O petista Daniel Zen, acredita que a manifestação do último domingo, “foi um movimento legitimo. Não vejo problemas nas pessoas se manifestarem da forma como bem entenderem. Eu achava que o movimento iria ser maior do que foi. Há divergência de dados sobre o número de participantes. Os barões da mídia até tentaram fazer as pessoas acreditarem que o número foi bem maior”.

Levando a questão para o nível nacional, Zen diz que, matematicamente, não caberia um milhão de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo. Não é querendo generalizar, mas a tendência é que alguns veículos de comunicação assumem um lado. Eles tentam influenciar. Esta é a parte ruim do movimento.Claro, não tem ninguém satisfeito com as medidas de austeridade”, diz Zen.

O petista tenta justificar as medidas de arrocho adotadas pela presidente Dilma Rousseff (PT). “Ou é isso, ou nós vamos para uma crise bem mais aguda. Acredito que o movimento não tem uma pauta única. Vários grupos, de tendências diferentes participaram da manifestação. Não é um movimento só de elite, mas é de pessoas que têm sentido o arrocho fiscal de forma mais dura no bolso”.

Daniel Zen acredita que o movimento foi financiado pela oposição. “Os motivos de boa parte das pessoas que insuflam e financiam é que eu não acho muito nobre. Não se engane, porque há financiamento de partidos. Este é o prejuízo do ponto de vista democrática. A vontade de 1,5 milhão de pessoas não suplanta a vontade de 54 milhões de eleitores. Quer mudar a regra do jogo? Esperar terminar a partida. Quer ganhar a eleição? Tente ganhar nas urnas”, finaliza.

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