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Gasolina deve ficar mais cara a partir de fevereiro, prevê sindicato no AC

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A crise financeira parece estar estacionada sobre o Brasil. Com a situação econômica crítica, não houve outra alternativa à presidente Dilma Rousseff, do PT, que não fosse aumentar impostos e buscar cerca de R$ 20 bilhões a mais para o caixa da União. E se a arrecadação vai aumentar, os custos precisam diminuir, e assim será. Gasolina e Diesel vão sofrer novo reajuste. Foram alteradas as alíquotas do PIS/Cofins e da Cide sobre combustíveis.

A partir do mês de junho, que for pegar empréstimo nos bancos vai pagar o dobro do IOF: sai de 1,5% e passa a ser 3% ao ano. Além disso, os brasileiros que comprarem fora do país, ao retornarem ao Brasil com produtos importados, vão pagar no Pis/Cofins – que hoje é 9,25%- a alíquota de 11,75%.

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No Acre, um dos estados com combustível mais caro do Brasil, o preço nas bombas vai ficar mais caro e deve pesar ainda mais no bolso dos proprietários de veículos. A Petrobras confirmou na noite desta segunda-feira, 19, que vai repassar o aumento de impostos para o preço de consumo final. Antes disso, segundo o órgão, o reajuste será nas refinarias, onde a gasolina será taxada em R$ 0,22 por litro e o diesel, em R$ 0,11 por litro.

Sobre a proposta, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Gás Liquefeito de Petróleo e Lubrificantes do Acre (Sindepac), Delano Lima, durante entrevista coletiva, afirmou que o sindicato nacional da categoria deve se reunir com a Petrobras, ainda nesta semana, para solicitar que o aumento não seja derramado nas bombas. Caso o pedido não seja aceito, o aumento deve começar a ser cobrado no próximo mês de fevereiro.

Além dos postos, com o aumento dos impostos exclusivos à administração da União, os supermercados do Acre também devem sentir o impacto na hora de comprar ou revender aos consumidores acreanos. Luiz Deliberato, presidente da Associação dos Supermercados do Acre, conversou com o ac24horas e explicou como funcionará a cadeia de recebimento e repasse dos encargos.

“Estamos com uma economia estagnada. Enquanto o governo estadual tenta industrializar o estado, o governo federal acaba dificultando isso, ao aumentar os impostos. Tenho certeza de que isso vai para o bolso do consumidor, se dúvidas, até porque com o aumento do combustível, o frete fica mais caro, e consequentemente o produto também vai ficando mais caro para o consumidor”, afirma o representante dos supermercadistas.

Andressa Campos, servidora pública, de 27 anos, acredita que o novo aumento no preço da gasolina é preocupante. Ela questiona a real necessidade e afirma que fica cada vez mais difícil manter um carro na garagem. “Tudo bem que querem aumentar o imposto, mas isso não adianta quando não se sabe administrar um país. A gente paga tanto imposto que eu fico é preocupada quando esse tipo de aumento é anunciado. Será que realmente é necessário? To pra (sic) vender meu carro, não to mais aguentando”, conta a jovem.

Para o economista Gesner Oliveira, esse aumento já era esperado e vem em linha com o aguardado pacote de ajuste fiscal da nova equipe econômica, que persegue um superávit de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. “Na prática, tomar dinheiro emprestado e fazer compras a prazo vai ficar mais caro. É uma medida de contenção de crédito”, avalia o economista, em entrevista.

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