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Eduardo Cunha: “Queremos a Câmara Federal como um poder independente”

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O candidato favorito para presidir a Câmara Federal, no biênio 2015/2016, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) , esteve nesta quarta, dia 7, em Rio Branco. A visita ao Acre faz parte do roteiro de campanha do parlamentar. A viagem é uma estratégia para garantir os votos dos colegas de parlamento para derrotar o candidato petista deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), preferido do Palácio do Planalto. Estiveram no Hotel Hollyday In, no centro da Capital, os deputados federais Flaviano Melo (PMDB), Jéssica Sales (PMDB), Alan Rick (PRB) e Major Rocha (PSDB) para dar apoio a sua candidatura.

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“Coloquei como norma da minha campanha visitar os 27 estados brasileiros. O simbolismo do Acre é muito importante. Não me lembro de nenhum candidato à Câmara ter visitado o Estado. Quis mostrar que estaremos em sintonia com a realidade local para ajudar através do parlamento a resolver os problemas regionais para que no exercício na Casa tenhamos o consenso das pautas que atendam as necessidades da população acreana, respeitando o pacto federativo. E a representação do Acre para mim é muito importante” disse Eduardo Cunha.

O parlamentar destacou ainda que se alguém estiver esperando que como presidente seja de oposição irá se decepcionar. Mas que também se estiverem esperando um Poder Legislativo submisso ao Governo a decepção será maior ainda. Pedindo um aparte, antes da entrevista coletiva à imprensa, o senador eleito Gladson Cameli (PP) pediu para Eduardo Cunha, caso se torne presidente da Câmara, colocar em votação urgente o projeto da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre. Cameli foi o relator do projeto, como deputado federal, na Comissão da Amazônia.

As possíveis retaliações do Planalto à candidatura do peemedebista

Indagado sobre a proposta de independência do poder legislativo que poderá provocar reações da presidente Dilma (PT), Eduardo Cunha respondeu:

“Não vejo nenhuma razão para retaliações. O PMDB faz parte da base do Governo, temos o vice-presidente da República e ninguém vai agredir a governabilidade e a lealdade do nosso compromisso. Agora, existe uma diferença em ajudar a governabilidade. Quando a gente fala em independência é porque ninguém quer ser submisso. A gente sempre dá como exemplo o Orçamento Impositivo que está em votação na Câmara dos Deputados, que tem origem no PMDB com o deputado Henrique Alves. Queremos dar continuidade à independência do parlamento. A independência é fundamental para a harmonia entre os poderes como está na nossa Constituição, a gente não quer transformar a Câmara em departamento de Governo, mas na expressão dos seus representantes eleitos pela sociedade para legislar de acordo com a sua representação e que isso possa ser expressado no dia-a-dia do debate e das votações,” afirmou.

Especulações sobre a Operação Lava Jato

Eduardo Cunha foi questionado se o fato do seu nome ter sido citado por um dos delatores da Operação Lava Jato, que investiga desvios da Petrobras, atrapalharia a sua candidatura. Ele refutou:

“Primeiro que não tem nenhum delator citando meu nome, segundo que foi uma pessoa que achava que ouviu dizer que determinado endereço seria o meu, o que não é verdade. Já neguei com veemência e provo. Não tenho nenhuma suspeição em qualquer tipo de participação e não aceito essa colocação. A tentativa distorcida de criar fatos para prejudicar a minha candidatura tem o efeito contrário de fazê-la crescer mais. Isso mostra pessoas que não tem na política a forma de combater a minha candidatura.

Flaviano lembra que Eduardo Cunha ajudou no referendo do Horário do Acre

O presidente do PMDB acreano, deputado federal Flaviano Melo (PMDB) destacou que Eduardo Cunha ajudou muito para colocar em votação o referendo do Horário do Acre. Flaviano considera o candidato à presidência da Câmara um democrata que poderá ajudar no processo de independência do legislativo brasileiro. “O Eduardo é muito inteligente, leal e uma pessoa que cumpre os seus compromissos,” destacou.

Indagado sobre os ganhos do Acre com um presidente da Câmara do PMDB, levando-se em conta que o partido no Acre é oposição, Flaviano respondeu: “ O Eduardo como líder foi o que mais uniu a nossa bancada. Ele tinha os parlamentares na sua mão. E isso sempre ajuda no aspecto regional já que teremos dois deputados peemedebistas acreanos na Câmara.”

Flaviano acreditaainda  que dos oito deputados federais do Acre, cinco deles deverão dar apoio a Eduardo na eleição à presidência. Só ficando de fora os três federais petistas.

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